sexta-feira, 15 de dezembro de 2006

Bom Dia Brasil

A crise socio-politica que assola o mundo hoje não é novidade. Sempre houve desigualdade no mundo e corrupção nos governos antes e depois do modelo liberal. Mas o jornal, hoje, trouxe a noticia do aumento salarial de deputados e senadores em 90% e isso me despertou um sentimento que há muito não tinha.
O aumento é simples e entender. O objetivo era chegar ao teto do Supremo, ou seja, 25 mil reais. Ney Suassuna, do corrupto e camaleônico PMDB solta a seguinte pérola: “não somos menos que o Supremo”.
Esse aumento, que atinge umas 800 pessoas, não é nada perto dos salários praticados no judiciário, de longe o poder mais corrupto. Há, inclusive, mais 3.000 super-salários, acima do teto permitido pela lei e milhares de salários na casa dos 20 mil.
Mas porque isso incomoda a opinião publica? Igualdade? Dinheiro público?
Maluf desviou mais na sua vida política do que 50 anos de soma destes salários. João Alves ganhou tanto na loteria que poderia pagá-los pelos mesmos 50 anos. São nossos amigos e pais os putos que votaram nesse tipo de canalha a vida toda! As contas do governo federal são astronômicas demais, logo não é o montante que importa e sim o direito auto concebido e os privilégios espúrios defendidos pela maioria de nossos parlamentares.
Enquanto isso, no Chile observamos com assombro e inveja a relação dura e clara entre direita e esquerda. Que extremos claros! Milhões de nazistas e comunistas de verdade em pleno século XXI. Sim, eu disse milhões! Governo realmente social-democrata apoiando a punição do neto do Pinochet no exército e descendo o borrachada nos parentes dos torturados. Quadro horroroso, mas pelo menos lógico, real. Eles têm esquerda de verdade e direita de verdade, aqui não temos minimamente uma coisa nem minimamente outra! Seguimos então com nossos 135 milhões de brasileiros analfabetos. Sim, eu disse 135 MILHÕES! A propósito, temos apenas 42 mil doutores dando aula no país.
Com tantas desigualdades reclamamos das afrontas democráticas cometida por nossos ignorantes e até desprovidos legisladores, porém nossa classe média alta e rica ganha muito mais que estes tais pífios salários, e mais, ganha tanto que paga o extra de todos os nossos políticos corruptos juntos.
Pra piorar Cuba está lá, com Fidel agonizando e a ilha vivendo uma década de “Adeus Lênin latino”. País paupérrimo e que nos ensina uma lição: médicos e engenheiros trabalhando como lixeiros e barqueiros pra sobreviver. Lá por falta e aqui por excesso de acumulo de riquezas está claro que nestes modelos de Estado, seja capitalista ou socialista, não há lugar para todos. Como na história, só há liberdade à custa de muita desigualdade. No capitalismo e no socialismo o engenheiro não virou suco, o que houve então? Suponho que já era suco desde o princípio.
E aí, anarquismo triste? Talvez...sentado, de boina e numa varanda qualquer!

segunda-feira, 11 de dezembro de 2006

Nostalgia Mundo Frio

Lembrei de um mundo esquisito, parte ácido e inóspito, parte carente e tenro. Ele está em filmes da Miramax. Está em convenções de trekers e xcers, esta nas prateleiras dos quadrinhos, nos apartamentos do centro, está nos cantos das salas de aula, em alguns sebos e discos de rock. Está nas noites, nas lojas de conveniência, nas camisas de flanela, nos shows raros e nos shows escuros de bairro e faculdades. Está nas bibliotecas, nos RPGs de madrugada, nos todinhos com salsicha. Está nas páginas obscuras da internet e, não raro, por trás dos grandes portais. Está nos filmes de heróis e nos filmes de arte também. Está na linha de certos livros e certamente nas tribos mais radicais.
Todo o resto de mundo não está nele senão dentro de sua própria imaginação. Tal mundo, de tão imaginativo, contém e é composto do conjunto negativo de todos os demais conjuntos. Este mundo que falo, este raro, é praticamente tudo, menos o morno do meio termo e o quente do termo oposto.

A unica forma de saber é sentir o oposto de toda popularidade com iniciação. Os bons, bonitos, digestiveis, modais, agradáveis e aceitáveis fazem as vezes de espelho ao contrário.

sexta-feira, 8 de dezembro de 2006

Namorofobia e namoróticos....

Vai parecer papo de homem, mas não é. Faz tempo que namoro é um caminho descompassado. Na década de 20 a soviética Alexandra Kolontai escreveu “A nova mulher e a moral sexual”, em sua tese, pra muito além da emancipação feminina tardia do ocidente, a autora fala sobre amor-camaradagem. O termo é, por sua vez, auto-explicativo.
Dou este entre inúmeros exemplos de pessoas que no século XX tentaram romper com o padrão de relacionamento chamado namoro, obviamente sem descambar pra relacionamentos pra lá de abertos e\ou poligâmicos. Aliás, poligâmicos são todos os seres, as relações entre eles os reduzem a monogamia ou não.
Hoje o ser humano está muito mais consciente dos papéis individuais numa relação. De fato a dignidade vem de mãos dadas com o respeito próprio e se isto, a principio, servia para separar-se com maior facilidade, hoje serve pra que você preserve seu espaço e o espaço do outro antes mesmo de começar uma relação.
Não se pode imaginar que assumir um compromisso como um namoro não acabe implicando em conflitos em função da posse. A posse está na conseqüência: ele é meu, ela é minha! Mas nem sempre namoro teve este significado, a palavra namoro vem do latim FARELAMORE (fazer amor), logo nasceu como uma relação, mas não era instituição, muito menos de propriedade. Aceitar a idéia de namorar é por fim compactuar com uma série de costumes ainda vistos aos olhos da sociedade como obrigação de companhia, costumes estes incompatíveis com a individualidade contemporânea.

Acompanhar a pessoa em viagens, eventos, festas, visitas e compromissos em geral. Ir a shows e bares que você não gosta, ir a festas e aniversários de pessoas que você não conhece. Considerar a pessoa em quase todos os seus compromissos sociais como um acompanhante também. Ter que comunicar todas as atividades incomuns mesmo que espontâneas.
Justificar e explicar suas vontades, sempre.
Alguns casais, mais radicais, pedem autorização para sair sozinho, ver amigos, ir jantar etc.
Conhecer, visitar e respeitar a família do parceiro.
Ter a obrigação de presentear e estar presente em datas festivas.
Estar junto nos fins de semana, mesmo que você queira ficar sozinho.
Responder perguntas de natureza investigativa, sempre.

Isto sem falar, claro, na obrigação das virtudes. Ninguém diz, mas elas passam a ser obrigatórias num namoro (o que fada amores ao fracasso logo de cara). Fidelidade, lealdade, sinceridade, amizade, cumplicidade são coisas teoricamente impossíveis de se obrigar, são construções que acontecem dada a história do casal e a historicidade de cada um os envolvidos. Mas o namoro as determina. Certamente a maioria não alcança a metade delas. Todos estes direitos e deveres dos namorados são uma usurpação, uma violência, acalantos ao egoísmo, a arrogância, ao comodismo e principalmente a carência exacerbada.
Todos estes elementos que compõe um namoro são a contramão da igualdade e da liberdade, um conceito e uma noção que, na minha visão, são fundamentais para que dure o amor.
Ao construir um amor com igualdade ambos tratam de preservar a autonomia própria e alheia, se esforçam para uma equidade e equilíbrio em cada momento que estão juntos, e assim o fazem praticamente com todas as demais circunstâncias próprias e do outro no caso da liberdade. As virtudes fluem como e quando possíveis e assim há espaço até pra se almejar a polêmica monogamia.

Momento Desabafo!!! Dada as pressões que levam o homem a desejar maiores protuberancias com seus carros, poder e garotas, mas agora é papo de homem: as mulheres caminham pelas ruas reforçando concepções machistas, declarando que o “Chico é tudo”, porque joga bola e é sensível. Digamos o inverso “Fulana é tudo” porque cozinha e é independente. Independentes, sensíveis, vejam! Não há desejos comuns a cada categoria, isto é sexismo rasteiro. Existe uma onda endêmica da Síndrome de Cinderela evidenciada. Cavalos brancos e a necessidade de um suporte financeiro e\ou psicológico online, 24 horas, delivery e exclusivo. Andamos pelas ruas e a cultura do velho enrugado cheio da grana com a loirinha do lado ainda esta em voga. Do rostinho e corpinho bonito que abre portas e é explorado. Nos corredores, algumas funcionárias subalternas ainda adoram seus poderosos chefes e carros. As bancas estão repletas de revistas com mulheres na capa e reportagens ensinado a conquistar, prender e seduzir os homens, sempre acompanhadas das dicas de receita e horóscopo. A bissexualidade feminina é muito mais aceita que a masculina. A Luciana Gimenez engravidou o Mick Jaeger e faz campanha pra camisinha. Estamos mergulhados em Marias chuteiras, pagodeiras, traficanteiras, gasolinas etc. Todas estas e muitas outras aberrações são e serão eternamente desiguais ao justapormos homens em relação às mulheres. O mundo é feito para os homens, as mulheres se vestem para outras mulheres por uma competição invisível por...homens, vão assim se expondo ao nosso bel prazer. O tal universo feminino é estimulado e mantido como algo sóbrio que somente alguns homens conhecem. Vejo todo este quadro como desesperador. Ou as mulheres tomam as rédeas do que a mídia faz com seu gênero, ou então seguem em PG na direção das frustrações relacionais com os homens e com as próprias mulheres, frustrações que hoje já são mais comuns do que imaginamos!

quarta-feira, 6 de dezembro de 2006

O que é sensibilidade?

Ainda lembro de meu mestre Jedi sentado, de braços cruzados e óculos na ponta do nariz dizendo-me: só há relação entre iguais!
Como briguei com aquela frase. Aliás como com quase tudo que ele me ensinou. Mas é simples, Beto estava falando de sensibilidade!

Definição ténica (esforçe-se, vai!)
No caso, sensibilidade é a faculdade responsável pela recepção das impressões sensoriais, determinando os fundamentos empíricos do processo cognitivo, tal como o vínculo inicial e intuitivo que o sujeito humano estabelece com os objetos do conhecimento. Captação direta, sensitiva e empírica da natureza, embora constituída por formas apriorísticas (espaço e tempo) originadas exclusivamente no interior do espírito humano. Disposição afetiva ou passional diretamente vinculada às impressões sensoriais, e em conflito potencial com os ditames éticos da razão. Capacidade de estesia, excitabilidade, receptividade.

Enfim, de forma mais simplista é capacidade de captar e expressar sentimentos e coisas. E esta habilidade de lidar com o sentir não é de todo inata. Ela é educada, estimulada pela vida e suas experiências. Sua condição passa diretamente pelo trato do egoísmo, ou ainda pela socialização do ser.

A capacidade sensível pode ser expressa de infinitas formas. Na verdade essa expressão depende de outras faculdades, outras habilidades cognitivas. Gestos, arte, palavra escrita, métodos de produzir conhecimento, olhar, bom senso, enfim, são infinitas as formas.

Aproveitando o ensejo afirmo que o papel da escola deveria ser apenas educar a sensibilidade, inda que ela relute a entendê-lo. Acredito ainda que, em massa e nas condições específicas da modernidade, só seja possível educar a uma sensibilidade a partir de outra, então, o verdadeiro educador deve ser sensível ao máximo, ou seja, precisa expressar sua sensibilidade de alguma forma evidente.

Mas este post é dedicado a debates sobre prosas amorosas que ando tendo com amigos, lgo, a metáfora final é essa: língua é uma ferramenta da razão, a sensibilidade, porém, é a língua do espírito humano. Daí a condição de analfabetos alfabetizados e alfabetizados tão analfabetos.
Também não é raro ver pessoas esclarecidas desesperadas a desenvolver a própria sensibilidade por admirar artistas e pessoas sensíveis, sem na verdade, uma compreensão autônoma dos mesmos. Essa falta de autonomia é, para elas, claro sinal de falta de sensibilidade e de fato não estão erradas quanto isso. Mas, muitas vezes essa admiração não passa de resignação às próprias escolhas e suas vidas seguem sem na verdade uma verdadeira intenção de educar-se. E não que isso fosse realmente possível, principalmente em função do embrutecimento induzido pelo meio, a sensibilidade só é desenvolvida com sucesso antes da fase adulta. Aprender a usá-la, entretanto, não tem idade, só limite. Na verdade vivemos tempos tão cruéis a sensibilidade que muitos, mesmos preciosos das próprias habilidades, a abdicam pelo mercado...tristes tempos os nossos!
Relendo aquilo que meu mestre Jedi insistia em dizer-me: só há plena relação humana entre parecidas sensibilidades. E o que isso tem a ver com amor ?....simplismente tudo!

segunda-feira, 4 de dezembro de 2006

Sente-se e consuma, hoje temos crueldade e cadáveres como prato do dia!

Acabei de assistir Earthlings. Uma hora e meia de reflexões sobre nosso trato com animais. Nem preciso dizer que o vídeo é fundamental.
Fundamental por ser um soco no estômago no nível de Surplus, fundamenta por despertar ódio, tristeza, nojo, medo e vergonha a cada segundo, fundamental porque te tira do conforto pra sempre!
Faz tempo que ouço bons amigos proferindo a óbvia conclusão de que devemos consumir apenas o necessário. Falo de tudo. Ipods, carros, roupas extravagantes, objetos e mais objetos são elementos absolutamente desnecessários. Uma de nossas maiores lutas deve ser a do desprendimento aos ridículos e nocivos fetiches que incorporamos a nossa falsa idéia de felicidade.
Earthlings só dá uma nova dimensão à coisa. Socializa-nos ainda mais ao mostrar que vencido o sexismo, o racismo e outras formas de segregação e preconceito, temos então o especicismo.
A segregação entre nossa espécie e as demais começou quando o homem considerou sua própria consciência algo separado da natureza. Aliás, faz tempo...antes dos gregos! Mas as técnicas de transformação da natureza pelo trabalho se tornaram industriais e massivas. Bicho e coisa sempre foram categorias muito semelhantes na nossa cultura, mas hoje os animais são coisas longe dos nossos olhos e o lance todo perdeu o controle. E afinal não são todos terráqueos?
O especicismo passa diretamente pelo consumo. A violência dos matadouros, as condições dos criadouros, o couro, a pele e os eventos com animais dos circos, o vício das corridas, os fetiches de rodeios e feiras, a ideologia que te obscurece a visão para questões tão óbvias...

Então vos digo apreciadores de rodeios, freqüentadores de hípicas e jóqueis, admiradores dos circos de animais, proprietários e criadores de cães, gatos e cavalos ditos de raça e todos os demais tipos de torturadores e exploradores, donos de roupas, artefatos e bancos de couro, a todos com suas peles mortas e tratadas, somos nós, todos, cúmplices de crueldade, das caças ilegais e das chacinas gratuitas de baleias à vira-latas! Somos cúmplices de bilhões de watts de gritos de tortura pela dor proferidos por animais do mundo todo a cada segundo!
Aos carnívoros de todo tipo, aos que adoram leite, ovos e o queijo na mesa vos digo também, enquanto se alimentarem sem saber de onde vem o que comem serão, todos, cúmplices das violências espúrias contra terráqueos, cúmplice do futuro câncer em seus corpos, cúmplices da destruição do planeta do teu almoço ao teu jantar!
Viver é só aparentemente fácil galera...

Visite o site: I SAW EARTHLINGS . COM
Assista o:
TRAILER
O documentário completo (Legendado) está disponível no:
Google Video (clique em download para asisitir em melhor qualidade)
E no
You Tube (em 10 partes).

Aos raros "esquerdistas humanistas vegetarianos", apreciadores da arte e da ciência, aos que buscam uma vida simples ao final, meu sincero desejo de que encontrem equilíbrio as vossas inquietudes...

quinta-feira, 30 de novembro de 2006

Escola do Rooooooooooooooooooooooock! Yeah!!!!!



Hoje estou com vontade de falar sobre o Rock. Quando era professor adorava reservar uns dias, quiçá um mês inteiro pra falar exclusivamente de música. O paradoxo é que Rock é muito rico e muito pobre ao mesmo tempo. É o estilo da pós-modernidade (se é que ela existe). Mas, pra mim, rock é filho bastardo de dois fenômenos: sociedade de consumo e “juventudilização”.

Clichê dizer que o jovem consome mais que qualquer outra faixa indentitária. Veja, não disse etária porque ser jovem nas ultimas três décadas é uma questão de identificação pessoal. O peter-panismo é endêmico porque nos torna muito mais suscetível as técnicas de propaganda (inventadas pelos nazistas) no capitalismo do pós-guerra. A lógica é simples, se o mundo fosse um shopping Pinóquio quereria mais coisas que Jepeto, neste caso, quem os publictários transformariam em menino?

Muita gente diz que nos tempos atuais o rock morreu. Então, vamos achincalhar com a onda generalista....rssss. Desde os 50 o rock ficou associado ao ganguismo. A juventude é ganguista porque esta é uma etapa fundamental na construção da identidade. Rock e ganguismo estabeleceram então uma relação dialética durante quase 50 anos. Seus subgêneros geraram inúmeras gangues de estilos e ideais próprios e conflituosos. Mas, a partir dos 80, com a MTV, o pop e outros gêneros a coisa começou a sair do controle. O rock praticamente deixou de ser um estilo e passou a ser mais um gênero de música jovem. O tal ganguismo e seus gêneros ficaram esparsos e a MTV tratou de criar uma nova geração que gosta de tudo (e que consequentemente consome muito, mas muito mais música e produtos). Chamo isso de onda generalista. Por isso este crescente e já finado dilema sobre a morte do rock. Sim amigos, o rock, enquanto estilo original, morreu! J
Já faz tempo que a onda é gostar um pouco de tudo, já faz tempo que a identidade juvenil é conceito e não mais fato.

segunda-feira, 27 de novembro de 2006

Crer ou não crer, eis uma falsa questão!



Muita gente me pergunta se acredito em Deus. Acho esta indagação equivocadíssima. Crer em Deus não é uma questão de escolha. Crer está nas possibilidades que a vida lhe dá pra isso.
São tantos nomes, tantas idéias e tantas contradições a se apreender, a lembrar e separar dentro de nós. Tanto a ler e tanto já lido.
Então, nas mesas, vejo o descaso pelos homens e suas idéias. Chafurdo na lama e assisto a reafirmação constante da alienação que Marx tão bem descreveu. Debatemos-nos como peixes fora de um aquário diante de questões simples.
Conforme o tempo passa meu desespero não ocorre pela ignorância alheia, caros amigos meu desespero nasce da noção de minha própria ignorância e impotência. Não obstante, pergunto: esta não é a sensação de quem em Deus acredita?

sexta-feira, 24 de novembro de 2006

Bons Softwares

Software bom é gratuito, leve eficinente. Nem mais, nem menos. Eis aqui algumas das minhas dicas dos que eu uso todos os dias!

GoogleTalk, mil vezes melhor que o msn, integrado com o gmail e o Orkut, levíssim e sem limite de texto para cada mesnagem (vc pode colar um livro na mensagem). Se usado com o Skype (para conversas com vídeo) acaba por dispensar o msn de vez.

Audacity é um editor de som gratuito. Serve pra vc editar qualquer som do pc ou mesmo gravar sua voz, você tocando, enfim. ele é levíssimo, gratuito e tem recursos profissionais!..não tem porque não ter!

Photofiltre. Imagine um photoshop de 1,5 mb. E mais, gratuito e em protuguês. Exite. Não é milagre. Um dos mais fantásticos softwares que eu já vi! http://www.photofiltre.com/

Jsms. Nacional, levíssimo e envia SMS (menssagem de celular) pelo computador e de graça. Pra TIM só funciona se vc tiver um TIM, pras outras é livre!

Winrar pra descompactar.

Limewire pra pegar músicas na net.

Emule PLUS. Melhor versão do insidpensável emule.

Bitcomet pra dar downloads de filmes, séries de TV e softwares no Torrent Reactor e no Mininova.org (os melhores sites de torrent). Pra quem não sabe, torrent é a melhor forma de encontrar e dar download do que vc procura.

WinAmp Lite 5.32. Esta ultima versão é leve e perfeita. O melhor player pra PC. Compatível com tudo. Incrível!

Firefox, senso cmum de que é melhor que o explorer. Mas adicione os plugins Videodownloader (pra salvar qualquer vídeo inclusive do youtube) e o Performancing (pra editar seu blog direto do navegador sem logar).

Idump. Pra quem tem IPod. Indispensável e incrível pelo tamanho! É um programa que permite que você transfira músicas do seu iPod para o PC, com os nomes certos, nas pastinhas certas, automático. Incrível! Pegue os sons dos ipods dos teus amigos sem grilo!

MV Regclean e Ccleaner. São os dois mais fantásticos limpadores de registro que existem. Fundamentais pra manter o computer em ordem. Melhora 100%. Ambos fazem serviços parecidos mas não são iguais, se completam!

MV Antispy. Marcos Velasco é um programador brasileiro já renomado no undergroud da rede. Seus softwares realmente são impressionantes, the best of!!! O antispy apaga TODOS os teus rastros. Nem parece que vc ligou o PC.

Deepburner. Outro milagre. Muito, mas muito, mas muito melhor que o Nero pro dia-adia, em português e com apenas 2mb! Se quiser, pegue também o CDBurnerXP. Este em 10mb, mas é o melhor gravador de Cd e DVD. Ambos gratuitos, claro.

XP Codec Pack. Seguinte, são 5mb com o média player classic (o mais simples que já veio com windows) e todos os codecs pra ver qualquer tipo de vídeo no seu computador. A coisa mais leve e eficiente pra ver videos, dvd ou qualquer outro filme no PC.

Irfran View. Só 1mb e dá pau em qualquer visualizador de imagens do windows. Prepare-se pra ver imagens e miniaturas das fotos sem o PC ficar lendo ou lento!!!

Pegue tudo no www.superdownloads.com.br e no www.baixaki.com.br ...Eu não saio destes sites!
Depois, mais dicas ok!!!!

quinta-feira, 23 de novembro de 2006

Eco foto!



Adorei isso, ecossitemas brasileiros...

segunda-feira, 20 de novembro de 2006

O dilema de Sergo

Sergo recusou. Então me recusei. Eis o dilema. Se ele tivesse aceitado, entao, suas contradições amenizariam minha dor. O erro alheio é uma espécie de anestesia para nossa insegurança, nao!!! 


Acerto, entretanto, é uma boa dose de café!


Anorexia é apenas mais um hit do fashion life style!

Eu tentei, como não preciso mais fazer esse papel tentei de todas as formas ignorar o tema, a globo, a morte da tal Carol e toda polêmica sensacionalista com cara de alerta. Realmente me pergunto se as estagiárias patricinhas e os jornalistinhas cretinos pensam estar curando o câncer, ou se o lance todo é grana e moda mesmo!


Anorexia é uma doença psicosomática, certo. Qual o drama...O drama é que ela foi estimulada e virou endêmica. Aí começa o festival de contradições. A revista, a TV, a novela, o site e o jornal que lançam artigos e entrevistas desesperadas e apelativas sobre o “triste” tema levam a propaganda da Channel abaixo da matéria sobre anorexia. Tenham dó!!!


Competição, mercado, moda e fetichismo de consumo nos trazem problemas bem mais complexos que anorexia em adolescentes. Mas, de todos estes “problemas”, chegou a vez da anorexia vender jornal! Evidente, os demais temas continuarão na pauta, sejam a violência metropolitana, a falência do Estado, a economia feroz. Todos estes, porém, são muito mais sofisticados que a tal morte da magreza.


A ditadura da beleza, mulheres que vestem 36 e o poder da grana e fama ainda ditarão nossas concepções vitais, sexuais e estéticas por décadas. Pela moda, anorexia agora está na moda, e pelo visto em todos os sentidos! Se vista...


sábado, 18 de novembro de 2006

O sorriso de Jean Reno

Mais uma besteira...

Em Missão Impossível II Jean Reno segura a cordinha de Tom Cruise na invasão a Langley, QG da CIA. Na hora da fuga, Etan (personagem de Tom) vacila ao entregar a NOC-LIST para seu parceiro. Na saída do prédio, Reno sai dirigindo o caminhão de bombeiros que eles usaram como disfarce, ao lado de Cruise, a mulher do Jim e o espião negro nesta ordem. Jean, então, esboça um sorriso forçado, sorriso de lado, cínico, egoísta, sorriso espertalhão, sorriso de quem não vai entregar a NOC-LIST de volta.

Esta semana estava lembrando que já sorri assim algumas vezes na vida. Sempre o esbocei em situações onde eu levava vantagem, ou pelo menos achava levar. É um riso terrível. Ele começa dentro da gente, você acha que ele vem do estômago, mas logo percebe que ele está na cabeça. Depois se sente um pouco mal, como se estivesse fazendo algo errado. Logo em seguida é movido por uma força que o mantém com os dentes frontais assim, meio a mostra. Tal riso vem do não crível, de uma sensação de que “não é possível, mas é verdade e ninguém viu”, riso de uma força paradoxal dentro de nós que nos faz de esperto ao contrário, como diria uma velha amiga!

Nunca o levei adiante, o tal sorriso. Caminho com ele por no máximo dois ou três passos na calçada. Logo, penso ser daqueles em quem não se pode confiar. Respiro fundo e lembro de Júpiter, gigante, mas com densidade menor que a da água.

Pra que serve isso, talvez vocês se perguntem:::::: Serve pra não entregar minhas NOC-LIST pra nenhum Jean Reno, nem mesmo quando está ele dentro de mim!

quinta-feira, 2 de novembro de 2006

Biscoitos, Bowie para o filho que nasceu...

Eu te contarei estórias,
Sobre heróis vilões e glórias,
Porque te dei a chance,
De crescer,
De sorrir e sofrer,
De ser livre e viver
Por todo romance...

Mas se sair na chuva tente se secar
E se cair no chão levante sem chorar
Coma alguma coisa antes de sair
Leia nosso livro antes de dormir
E saiba que a vida pode esperar
Pois você controla o tempo em todo lugar

Quando alguém brigar tende se acalmar
Lembre que o diálogo é que vai ganhar,
Nunca use os pés e mãos para em alguém bater
È na paz que vou te defender
Espero que você aprenda o mundo não é justo
A negação a indiferença é que te faz crescer

http://images.amazon.com/images/P/B00004Y7WV.01._SCMZZZZZZZ_.jpg

Tranças e prédios

Das fadas, em ti existe mais de um conto,
És de adormecida, a bela
E de princesa, Cinderela
Mas onde cabe melhor o teu papel
Senão na prisão desta moderna torre,
Onde clamo por tua liberdade
E por isso te chamo Rapunzel.

FF e performancing

Sempre fico puto om a demora do Blogger. Sem dúvida que ee é o melhor, mas as vezes é tão lento quando o Orkut. esta semana descobri uma coisa que me deixou maravilhado. Sempre procurei porgrams que otimizassem a ostagem, mas o sque encontrei são todos sharewares pentelhissimos. Até o Blogger for Word da Google não funciona direito.
Como estou usando o firefox há algum tempo, um de meus passatempos tem sido testar addons pro brownser. Ontem descobri o Performancing, um add on maravilhoso do FF que permite posts sem logar, sem entrar na página do Blogger, enfim. E mais, o bichinho é tão porreta que permite adicionar fotos e textos ao post apenas arrastando...fantástico!
Recomendadíssimo, alias, este é feito nele...inclusive o arrasto da foto pelo google images!

http://cache.lifehacker.com/software/uploaded/2005-12-22/performancing.jpg

quarta-feira, 1 de novembro de 2006

Educar

Ser um humano é ter em si uma grande parte do eterno conflito entre sentir e explicar. Não somos nós a totalidade deste conflito, na natureza outros seres compartilham mesma sina.
Educar, então, não passa além da arte de ministrar e administrar a tarefa de ser. Cada um de vós vos educa enquando se explica aquilo que sente. De nossa natureza também é o dom da comparação, qual permite aprendermos sobre nós enquanto tentamos nos explicar aos demais.
No limite, educar é ensinar apenas o que precisamos aprender.

Classe Média por Max Gonzaga...imperdível!

http://www.youtube.com/watch?v=KfTovA3qGCs

Classe Média

Sou classe média
Papagaio de todo telejornal
Eu acredito
Na imparcialidade da revista semanal
Sou classe média
Compro roupa e gasolina no cartão
Odeio “coletivos”
E vou de carro que comprei a prestação
Só pago impostos
Estou sempre no limite do meu cheque especial
Eu viajo pouco, no máximo um pacote cvc tri-anual
Mais eu “to nem ai”
Se o traficante é quem manda na favela
Eu não “to nem aqui”
Se morre gente ou tem enchente em itaquera
Eu quero é que se exploda a periferia toda
Mas fico indignado com estado quando sou incomodado
Pelo pedinte esfomeado que me estende a mão
O pára-brisa ensaboado
É camelo, biju com bala
E as peripécias do artista malabarista do farol
Mas se o assalto é em moema
O assassinato é no “jardins”
A filha do executivo é estuprada até o fim
Ai a mídia manifesta a sua opinião regressa
De implantar pena de morte, ou reduzir a idade penal
E eu que sou bem informado concordo e faço passeata
Enquanto aumenta a audiência e a tiragem do jornal
Porque eu não “to nem ai”
Se o traficante é quem manda na favela
Eu não “to nem aqui”
Se morre gente ou tem enchente em itaquera
Eu quero é que se exploda a periferia toda
Toda tragédia só me importa quando bate em minha porta
Porque é mais fácil condenar quem já cumpre pena de vida




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quinta-feira, 19 de outubro de 2006

Poesia para o aniversário de Caetano, 1999

Nem você com tantos cantos e letras, o amor pode me cantar ou dizer, até Vinícius, de só lamento, em vez de amor, versou-me o vento. E eu, que fui apenas homem até amar, que não carrego voz e beleza como tu, aos meus amores não posso nada senão uma volta de mãos dadas na ponte de uma ilusão qualquer, iludibriante.

Que assim seja !
Leve aquilo que me enseja
Arranca-me de mim
Com tuas canções morenas

Nada resta senão o fim
O interminável fim de minhas certezas
Leva-me tudo,
deixa-me a tua pequena grandeza.

Burguesa, pequena, brasileira.
O resto é besteira,
Tolice, sujeira.
O resto é nosso futuro.

A musica Poema é do Cazuza...

Hoje eu acordei ouvindo uma maritaca na minha janela e ao sair apressado também vi um sagui no Ipê amarelo aqui da rua...a noite cheguei sob o som da coruja que sempre canta solitária nos meus fios de alta tensão! Ah, sim, moro em São Paulo! Apaguei as luzes da cozinha e jantei com a luz da velha tv, seu chiado da solda fria e sua novela, muda.
Memorável jantar, um ralo strogonoff de carne, salgado demais, misturado a arroz, batatinha, chiado de tv e solo de coruja velha! No infinito de minha cabeça pensei que o ser humano se acostuma a quase tudo, e logo, vou preferir as mudanças desconfortáveis ao macio marasmo da obviedade.

Já aos amigos do Ritorna, dos sabres e das já sagradas terças...a música que me lembrou as imagens do Nietzsche é a.....

Poema,

de Cazuza e Frejat

Eu hoje tive um pesadelo e levantei atento, a tempo
Eu acordei com medo e procurei no escuro
Alguém com seu carinho e me lembrei de um tempo
Porque o passado me traz uma lembrança
Do tempo que eu era criança
E o medo era motivo de chôro
Uma desculpa para um abraço ou um consolo

Hoje eu acordei com medo, mas não chorei
Nem reclamei abrigo
Do escuro eu via um infinito sem presente
Passado ou futuro
Senti um abraço forte, já não era medo
Era uma coisa sua que ficou em mim (e que não tem fim)

De repente a gente vê que perdeu
Ou está perdendo alguma coisa
Morna e ingênua
Que vai ficando no caminho
Que é escuro e frio, mas também bonito
Porque é iluminado
Pela beleza do que aconteceu
Há minutos atrás.

quarta-feira, 18 de outubro de 2006

Esclarecimentos a mim....e para todos!

Desde que fui obrigado a tirar o título de eleitor e a prestar contas ao Estado/Justiça Eleitoral, sob pena de não conseguir empregos minimamaente decentes, odeio votar. Hoje, salvo situações onde a direita é beneficiada abertamente, tenho votado nulo.
Caminho no sentido anarquista, infelizmente ainda não consigo ser 100% coerente com isso, mas, como tal, não acredito na democracia representativa, acredito apenas na democracia consensual dentro de um sistema autogestionado. Sequer na democracia pelo voto acredito. Não acredito em lideranças. E na autogestão, acredito em autonomia individual e cooperação coletiva.

Minha posição política é clara: luto pelo fim do capitalismo, pelo fim da sociedade dividida em classes, pelo fim da exploração do humano pelo humano, por um mundo onde os humanos se relacionem de maneira mais harmônica uns com os outros e com a natureza, onde não existam Estados, governos, polícia, exércitos, fronteiras, preconceitos, consumismo, fetichismo, competitividade estimulada, lideranças, hierarquias impositivas, burocracia, individualismo rasteiro etc.

Acredito que a luta política verdadeira e que faz a diferença passa longe do voto e concentra-se na organização de movimentos sociais.

Acredito ainda que as classes médias e os mais ricos são historicamente conservadores por necessidade. Num mundo pelo qual luto não há espaço para nenhum dos ícones de sucesso e desenvolvimento das classes médias e altas. O estilo de vida destas classes deveria necessariamente desaparecer. Por isso, coloco-me em posição antagônica a estas classes. Coloco-me em posição antagônica também aos pobres cujo sonho é tornar-se classe média ou alta, pois estes também contribuem para que a atual sociedade se perpetue. Procuro assim escapar ao maniqueísmo "Pobre = bom. Rico = mau. Pobre = mau. Rico =bom".

Dado isso, meu objetivo é fundar meu próprio olhar. Espalhar aquilo que acredito ser lucidez sem dó e sem piedade. Em curto prazo criar, estimular e praticar uma cultura de resistência e de desobediência civil. Ajudar a todos aqueles que desejem e necessitem de minha ajuda dentro de minha condição ideológica. Tentar a todo custo diminuir minhas contradições diárias e buscar amar o próximo com liberdade e igualdade.

* adaptação de um mail de meu queridissimo brother Rafa

terça-feira, 17 de outubro de 2006

Tudo que você precisa saber sobre a Força, Jedis e Sabres de Luz e suas cores

A Força

A Força é descrita por Obi-Wan como "um campo de energia criado por todas as coisas vivas: ela nos cerca, nos penetra; ela mantém o Universo coeso". A natureza da Força não é e não pode ser explicada como a natureza física do universo, não obstante, através da Força se vai além de qualquer limite físico! A Força é vida e vida é Força.
Existem alguns seres que são ligados a Força. Mesmo que eles não possam entendê-la, a Força flui dentro deles, logo, são capazes de aprender a manipular sua energia. A Força poderá fluir por dois caminhos internos: o da paz, serenidade e conhecimento; ou oda raiva, agressão e medo.
Os Jedi se enquadram na primeira categoria, usando seu conhecimento para obter os poderes através da Força. Mas eles não são os únicos que podem fazê-lo. Os Sith, as Irmãs Noturnas de Dathomir, e outros abraçam o lado sombrio da Força, enquanto uma variedade de culturas alienígenas, como os xamãs Ewoks e os padres Ithrian, invocam os poderes do lado bom por vários nomes. O entendimento da Força se manifesta de muitas maneiras.
O Universo é um lugar balanceado: vida e morte; criação e destruição; amor e ódio. Portanto, os dois lados da Força são partes de uma ordem metafísica. Não se trata de puro maniqueísmo, os lados estão em equilíbrio.
Até os que não acreditam na Força são inconscientemente afetados por ela; eles não sentem o fluir, porém estão dentro do seu campo de ação. Sorte, sobrenaturalidade, mágica, feitiço, destino, fé. Muitos são os nomes dados a Força.
Muitos a relacionam aos conceitos de Qi (também "chi" ou "ki" na China, Japão e Coréia), Prana (Índia), Mana (Polinésia) e outras tradições semelhantes que focalizam em torno da idéia de uma energia espiritual existente dentro do universo. Como no Taoísmo, a Força se origina na idéia de Yin e Yang - lados claro (Light Side) e escuro (Dark Side).

O Código Jedi

No seu íntimo, o Código Jedi dá simples instruções para os seres em contato com a Força. Um Jedi nunca usa a Força para lucro ou ganho pessoal. Invés disso, um Jedi usa a Força para conhecimento e iluminação. Raiva, medo, agressão e outros sentimentos negativos levam ao Lado Negro, por isso os Jedi são ensinados a agir apenas quando estiverem em paz com a Força.
Os Jedi são encorajados a encontrar soluções não violentas sempre que possível. Eles devem agir com sabedoria, usando persuasão e conselhos ao invés dos poderes da Força ou violência. Quando tudo isso falhar, ou para salvar uma vida, um Jedi deve algumas vezes recorrer à luta para resolver alguma situação particularmente perigosa. Embora o combate, algumas vezes, seja a melhor escolha, ele nunca deve ser a primeira opção a ser explorada.
Por causa da sua conexão com a Força, os Jedi sentem o seu fluxo e retiram sua energia. Ao fazer isso, algumas vezes, eles percebem distúrbios na Força. Essas perturbações podem ser explicadas pela presença de alguém poderoso na Força nas redondezas, ou emoções intensas que refletem na Força, como no caso do Planeta Alderaan quando foi extinto pela Estrela da Morte. Existem momentos em que tais perturbações resultam em sensações de urgência ou premonição que impelem o Jedi a um lugar ou situação na qual ele é necessário.
O modo de Jedi de serenidade e paz é muito parecido como as virtudes dos pilares islâmicos e como no Islã o Templo Jedi consiste em cinco pilares:

Não há emoção; há paz.
Não há ignorância; há conhecimento.
Não há paixão; há serenidade.
Não há caos; há harmonia.
Não há morte; há a Força.

Interpretando o código Jedi

A primeira regra a se considerar: “Não há emoção; há paz”. É claramente um contraste, distinguir as confusas considerações emocionais do pensamento claro da pacífica meditação, obviamente, uma qualidade valiosa.
Mas se a paz é baseada em simplesmente estar desatento a algum fator que poderia causar alguma reação emocional num Jedi, então isso não é paz, e sim ignorância. É por isso que o Código possui a segunda regra: “Não há ignorância, há conhecimento”.
Isso ensina ao Jedi tentar entender todas as situações – particularmente antes de agir – para evitar erros de julgamento. Mas conhecer uma coisa bem pode levar a outra complicação. Uma concentração obsessiva pode levar ao radicalismo (nublar a mente). Assim, vem a terceira regra: “Não há paixão, há serenidade”. Conhecer uma coisa objetivamente é conhecer como a Força a conhece.
Ainda sim, estudantes discutem que a única verdadeira objetividade é a não-existência – a morte. É por isso que existe a quarta regra: “Não há morte, há a Força”. A Força conhece todas as coisas objetivamente; é serena e não é balançada por emoções.
Assim, o Código Jedi ensina que antes de tomar qualquer ação, o Jedi deve considerar a vontade da Força. Se um Jedi for capaz de agir sem emoção, sabiamente e serenamente, então ele está agindo de acordo com a vontade da Força.

A Ordem Jedi é uma ordem hierárquica vertical:

Padawan: Padawans são os aprendizes Jedi, sendo treinados por um Mestre Jedi até serem graduados Cavaleiros Jedi. Um Mestre Jedi pode treinar apenas um Padawan por vez, nunca mais que isso.

Cavaleiro Jedi: Após um Padawan ser graduado, ele se torna um Cavaleiro Jedi. Cavaleiros Jedi são os mais abundantes da Ordem, levando a paz para vários cantos da galáxia.

Mestre Jedi: Quando um Jedi se torna Mestre, ele pode iniciar o treinamento de um Padawan. Se o Conselho Jedi perceber que um Mestre Jedi se tornou sábio e poderoso, ele pode ser convidado a se tornar um Mestre Conselheiro.

Mestre Conselheiro: Apenas os mais poderosos e sábios fazer parte do conselho Jedi. A função do conselho é comandar a Ordem, distribuindo missões e graduandos Cavaleiros e Padawans.

As classes Jedi

Jedi Guardião (Jedi Guardian): Usuários da Força treinados na tradição Jedi, os Guardiões combinam treinamento físico e habilidades da Força. Se concentram em técnicas de batalha, defesa, treinamento com o sabre e atividades físicas. Se os Consulares são os embaixadores, os Guardiões são os defensores, protegendo a República de todos os perigos.

Jedi Consular (Jedi Cônsul): usam a Força para o conhecimento e a negociação, buscando as soluções mais pacíficas para cada problema. Se concentram mais na diplomacia, na busca por sabedoria e do lado espiritual da Força, do que em atividades mais físicas. Sempre buscam métodos para entender melhor a natureza da Força e sua conexão com ela. Mentores e mestres esperam instruir os outros e assim passar seus conhecimentos. Negociadores e mediadores são hábeis em resolver ou fechar compromissos. Os Cônsules se empenham para serem versáteis e capazes de manejar diversas situações sem buscar as armas.

Jedi Sentinela (Jedi Sentinel): Cumprindo o papel de investigadores e espiões, os Sentinelas são a principal fonte de informação do Conselho Jedi. Igualmente adeptos do combate, persuasão e ocultação, o Sentinela é o preferido para adentrar locais dominados pela escuridão e se o que ele vê realmente o afeta, não se pode saber.

O sabre de luz

Um Sabre de Luz é construído por cada Jedi como um teste de suas habilidades, o Sabre de Luz é o produto de uma tecnologia antiga; o esgrimir hábil da arma é a marca de um Cavaleiro Jedi completamente treinado. O Sabre pode cortar qualquer coisa, com a exceção de outro Sabre de Luz, campos de força e o raro minério chamado Cortosis. A construção de um Sabre ocupa muitos dias; os componentes, o Jedi e a Força devem se tornar um. Em geral (admitindo uma harmonização cuidadosa dos cristais) o processo leva um mês para se completar, porém, alguns mestres habilidosos são capazes de construir um sabre em algumas horas.
Os Sabres seguem uma estrutura básica similar, apesar de muitos serem personalizados pelos seus fabricantes Jedi. Uma vez que a energia pura da lâmina não tem massa, a onda do arco gerado electromagnéticamente cria um forte efeito giroscópico que torna difícil lidar com o sabre de luz. Com um funcionamento que se rege pelo complexo princípio de energia controlada, requer elementos de focagem produzidos por cristais naturais que não podem ser facilmente sintetizados (exceto por técnicas obscuras do uso da Força ou da alquimia Sith). Um sabre de luz deve ser montado à mão, pois não existe uma fórmula exata para o alinhamento crucial dos cristais irregulares. O mais ligeiro erro de alinhamento fará com que a arma não funcione corretamente ao ser ativada.
Ao iniciar o treinamento, o Padawan recebe um sabre de cor aleatória. Na época ao redor de 4.000 anos antes da Batalha de Yavin, a cor do sabre de início de treinamento não era aleatória: ela já refletia a inclinação do estudante como Sentinela, Guardião ou Consular (veja abaixo). Ao atingir o nível de Cavaleiro, o Jedi finalmente está pronto para criar seu próprio sabre e modificar a cor da lâmina se julgar adequado (na verdade, o principal teste aplicado para que um Padawan torne-se um Cavaleiro é que este construa sozinho seu sabre-de-luz). Antes, contudo, ele precisa encontrar o cristal da cor correspondente por mérito próprio. As cores são de escolha pessoal. Alguns se identificam com uma cor em particular. Já outros as usam para demonstrarem seu alinhamento:

- Cônsul Jedi (Jedi Consular): Sabre cor verde, este Jedi procura trazer equilíbrio ao universo. Ele se concentra menos no combate físico e mais nas disciplinas mentais para ampliar seu domínio na Força

- Guardião Jedi (Jedi Guardian): Sabre cor azul, este Jedi luta contra as forças do mal e o lado negro. Ele se concentra no treinamento de combate e no domínio do uso do sabre de luz.

- Sentinela Jedi (Jedi Sentinel): Sabre cor amarelo, este Jedi desmascara trapaças e injustiças, trazendo-as para a luz. Ele encontra um equilíbrio entre as disciplinas mentais e físicas da Ordem Jedi.

- Usuários do Lado Negro: Usam, em geral, sabres de cor vermelha. Essa cor, porém, é também usada por alguns (raros) Jedi. Na era antiga (4.000 anos antes do Império de Sidious), os Sith também usavam a cor púrpura, embora não com a mesma freqüência dos sabres vermelhos.

segunda-feira, 16 de outubro de 2006

Todos os pré-pagos são pagãos...

No mundo encantado da classe média as pessoas estão divididas em pré-pagas e pós pagas. Pós são aquelas que possuem um celular ligado o tempo todo. Pré são aquelas que nunca são encontradas, cujos telefones não tocam, não atendem ou estão fora da área de serviço na maior parte do tempo.
Eu fui uma pessoa pós paga por muitos anos. Não era feliz e não sabia. Joguei muito dinheiro fora e não percebia, como a maioria tb não, que as promoções precisam ser ativadas na operadora (olha o golpe...). Como eu jamais ligaria pra uma operadora voluntariamente (não imagino coisa mais insuportável), simplesmente gastei uma fortuna em contatos que sequer lembro que fiz. Se ainda tivesse lembrança de alguma dessas ligações talvez tivesse valido a pena, mas não!
Então me tornei uma pessoa pré-paga e minha vida virou um inferno. Ai não era mais feliz e sabia, e a razão é simples. Imagine se a Vivo ia manter um celular pré-pago funcionando direitinho sem a necessidade jurídica de abastecimento de um crédito sequer (faz 7 meses que não ponho créditos). Como vingança da operadora a pessoas avarentas como eu, apesar de estar sempre ligado, meu celular não funciona. Não tem jeito, ele simplesmente não funciona direito. Alias, já até fiz uma música, “Meu celular não funciona”, baseada em Mutantes:

Você ligou para...
Caixa postal, após o sinal
Deixe seu recado no infinito
Não demore muito no apito
Pq aqui a voz navega em bandeira 2...
Em bandeira 2, em bandeira 2....

Bom, hum hum, voltando....Se ele só não funcionasse, simples, trocariamos o aparelho. Mas é pior, algum psicólogo contratado pensou numa forma behaviorista de tortura e criou a técnica do “não funcione nas ligações importantes”, ou ainda, “não funcione nos horários onde tem alguma coisa legal acontecendo na cidade”. Hoje não só não faço o contato como as pessoas me odeiam.
Antes, já tinha eu uma relação bem estranha com essa coisa de telefone, agora é uma relação bizarra. Sinto-me eternamente entrando no túnel, ou dentro do elevador. O pós-pago virou uma necessidade, um dízimo pra que Deus mantenha suas circunstâncias em ordem.
Em tempo, não deixo de postar que tenho inveja daqueles seres que tem conta de celular paga pela empresa. Nossa, como falam sem dor, sem piedade, contatos limpinhos, diretos, chega a ser chato. Ligam, deixam você ligar, sempre são achados, até brincam na internet de mentirinha, enfim, são pessoas em constante harmonia com seu universo graças aos seus telefones for free.
Outra coisa importante é a relação das pessoas com seus aparelhos. Antigamente as pessoas mediam umas as outras pelo sapato, hoje é pelo aparelho celular. Não por acaso eles ficam em cima das mesas, expostos, quase como um showroom on demand. E a relação é intima, afinal, as maquininhas são escolhidas como cães numa loja de animais. Mesmo os celulares vira-latas, baratinhos e velhos, são minuciosamente pensados. Os meus são sempre de segunda mão, modelos fora de linha e pior, motorolas...ai, ai!
Olha vou terminar esse post porque estou em depressão celulitica, quase não vejo outra alternativa senão, definitivamente, acabar com minha vida contactual. Estou a ponto de um suicídio celular.

domingo, 15 de outubro de 2006

escolhas solitárias

Essa coisa da gente achar que tudo deveria ser fruto das nossas escolhas não é nem de perto noção de liberdade. Na verdade essa idéia de que escolher é ser livre vem o fato de que, hoje, quase nada daquilo que somos ou fazemos são frutos de escolhas autônomas.

Esse, inclusive, é o problema. Autonomia é um instrumento de construção da liberdade, mas escolhas não são necessariamente autônomas. No mais isso é cada vez mais raro.

Entretanto, não estou preocupado com o como se tornar autônomo e sim com o como viver sem essa autonomia. Por exemplo, as namoradas dos amigos. Raramente eu não sou visto como uma ameaça. E nem sou loira, heim! Sou ameaça aos sonhos, a estabilidade, ao monopólio, ao equilíbrio. A situação é tão grave, que agora alguns amigos me vêem como uma ameaça antes mesmo de suas novas namoradas. Hehehe..Mal sinal!

Mas nós, amigos, estamos condenados a conviver com as escolhas dos outros amigos sem direito a reclamar. E olha que engraçado, não é com as namoradas que somos obrigados a conviver, somos obrigados a conviver com as escolhas que levam a elas e delas emanam. Oooo coisa difícil! Mea culpa já que nunca facilitei a vida dos meus brothers com meus relacionamentos também.

Enfim, sinto que muito de nossa condição solitária vem sendo mantida pela incapacidade que temos de conviver com as escolhas uns dos outros e até de levar os outros em consideração em nossas escolhas. Quando mais crescemos pior fica, já que a mais escolhas dessa natureza somos obrigados. Devemos lembrar também que desejos e vontades são coisas diferentes e concorrentes diretos das obrigações no caso das escolhas.

Bem, dado isso uma coisa é certa, nossa solidão é coisa muito menos liberta do que imaginamos, ou ainda, ser solitário pode significar exatamente o contrário daquilo que é ser livre...

sexta-feira, 13 de outubro de 2006

Um fim de semana qualquer

O Gunther passou aqui as 9:30 do sábado pra irmos juntos ao Raiz. No carro fomos ouvindo The Police. A primeira imagem do dia foi a Sônia e o Enzo, ainda na barriga dela. Enzo será o primeiro filho do Sergei, o irmão que mantém meus pés onde devem ficar. Antes mesmo que pudéssemos adentrar o Miguel Viera (colégio onde o Raixxxx funciona) uma senhora me abordou, perguntando se eu era mesmo o Ste...rsss...vaidade, não use contra mim...a filha dela, escondida num banco atrás do muro estava com vergonha de me dar oi, tinha sido uma aluna muito querida há 3 anos atrás. Encontramos todos os queridos amigos, inclusive o Sergei e começamos a planejar os novos projetos e fichas pro ano que vem. O Gunther contou um montão daquelas histórias sobre suas viagens a África pro Sergo, e eu sobre a minha pra Bélgica. Que delicia foi a manhã. O almoço foi com a cúpula, lá mesmo na Cidade Dutra. A discussão foi a eleição deste ano.

Às 4 da tarde estávamos tomando um suco no cruzamento da Santo Amaro com a Verbo Divino e aconteceu um pequeno acidente. Minha mãe vive dizendo que neste cruzamento está o mal porque um Santo cruza com o Espírito Santo. Digo a ela que a lógica da CET é a mesma que a dela, certamente.

Compramos flores pra Tru e eu ajudei no pequeno arranjo, lembrando os tempos e floricultura. Então fomos correndo o shopping comprar carteiras. Perdi a minha esta semana. Compramos carteiras mágicas e fomos a ESQUINA.

A esquina é a esquina do MASP com os bares do outro lado da Paulista. Lá o resto foi feito de Samba, rosas e Vinicius até domingo à tarde onde terminamos o fim de semana praticando danças típicas da Alemanha!

Os personagens, porém, foram bem brasileiros....

João Carlos Rodrigues e Estamira

O esperto ao contrário, trocadilho. Sim, sou comunista, não use contra mim. Sou elegante e feminista. Vaidade.

Sou mal, mas não sou perversa. Vá com Deus e o Diabo que lhe carregue.

Não sabendo que era impossível, foi lá e fez!

Festa de Aniversário

Fazia tempo que eu não tinha uma festa de aniversário. Este ano também não tive. Marquei com alguns poucos amigos um encontro num bar, totalmente impessoal e em cima da hora por livre e espontânea pressão dos mais chegados.

Mas, vendo aquele grupo de 30 pessoas, cheguei a algumas conclusões. A primeira é que somos feitos de vários lugares e fica cada vez mais inviável conciliar nossas múltiplas experiências. Efeito dinâmico da fragmentação, inclusive, de si.

A segunda é sobre as expectativas geradas pela carência. A cada dia fica mais evidente que essa é uma experiência humana que devemos superar. Aliás, tanto a das expectativas quanto as da carência.

A terceira conclusão não é nova, mas é importante. Existem aniversários nos quais as pessoas vão pela festa, existem as festas nas quais as pessoas vão por você. No segundo caso é impossível uma realização plena com mais de 10 pessoas.

Já faz alguns anos que aniversários me parecem resignações para a ausência dos próximos, mais do que uma comemoração pela nossa existência.

Em tempo, dessa vez me senti realmente envelhecendo! 31 neh!

segunda-feira, 9 de outubro de 2006

Os Alckimistas estão chegando..estão chegando os Alckimistas...

Queridos Alckimistas....

Vcs me convenceram!!!!.....Vou ajudá-los a transformar o CHUMBO (da segurança PUBLICA) em OURO (da direita LIBERAL). Aí vai minha contribuição de bons argumentos para você votar no Chuchú:
1. O cara é cristão. Aliás, ultra-cristão. Aliás, faz parte da Opus Dei, a ala mais conservadora da igreja católica. Afinal de contas, camisinha é libertinagem e casamento, ainda que infeliz é eterno. Separação é coisa do diabo. E os islâmicos, bem, pergunte ao Bento XVI…
2. O partido dele é ótimo. O PSDB, ao contrário do que possam crer os desavisados, representa a direita capitalista selvagem. O nome não nos deixa mentir, social-democracia = neoliberalismo = ideologia vigente nos EUA e Inglaterra, é estar alinhado a Bush e Tony Blair. Vem aí Brasil na Alca, uhuuuuuuu!!!!!!
3. Ele tem alianças sólidas. O principal aliado do PSDB é o PFL de Toninho Malvadeza (ACM) e principal abrigo de todos os órfãos da ditadura. Torturadores, censores, e elementos da pior espécie que chamam o golpe militar de 64 de "revolução democrática".
4. Ele tem diploma universitário. O cara é médico e entende tudo de educação. Por isso perpetuou a aprovação automática que reduz o indice de repetencia a zero (!!), Os PETISTAS vão dizer que isso dá a Sao Paulo um dos piores desempenhos em educação do país. Ah, as vezes temos q pagar o preço para conseguir bons indicadores..quem trabalha em escritório sabe que isso faz parte do jogo..
5. Ele sabe combater o crime. Em sua gestão (e na de Covas e agora na de Mr. Burns Lembo) ocorreram algumas rebeliões.. Uns ônibuzinhos incendiados…umas facçõeszinhas…Mas em compensação foram construidos muitos presidios. Sempre achei que a solução para a pobreza era isolar os pobres de nós, a elite. Essa história de campos de concent... ops, presídios, não é lá muito original, mas levando eles pra longe daqui, pra mim já tá bom. Aliás essa coisa de rebelião, PCC, etc é coisa de bandido, de analfabto como o Lula e a polícia faz bem de matar todo mundo.
6. Todos os meus amigos aqui de São Paulo vão votar nele. Acho isso um bom indicador que nós, os instruídos, ricos e com muita dificuldade de comprar o playstation-nosso-de-cada-dia é que sabemos quem é melhor para o país. Aliás nós somos tão bons nisso que nossos mais votados para o Congresso este ano são, na ordem, Malufão (aquele da "revolução democrática de 64"), Celso Russomano (do Aqui-Agora), Clodovil (das opiniões super sensatas) e Enéas (o da bomba atômica). Adivinha em quem essa tropa de elite vai votar no segundão..rsssss…
7. Agora no segundo turno ele está ainda mais forte. A primeira foto dele na campanha do segundo turno é ao lado do casal Garotinho. Eles são mesmo formidáveis! Evangélicos, e aquele moço fez até greve de fome para... para que mesmo? Ah não importa, eles são ótimos, e o Rio de Janeiro é ingrato, afinal depois de fazer tanto por aquele Estado os cariocas votam em massa no Lula meu!!! Bando de vagabundos, carioca não trabalha mesmo!!!!
8. Ele é de Pinda. Olha, não é pra falar mto alto, mas nós do Vale do Paraíba estamos torcendo por ele. Afinal, ele vai beneficiar a gente (eba!) certeza que é isso que está faltando para o Brasil ir pra frente. Desenvolver o Vale do Paraíba (iupi!) Se sobrar algo pro nordeste, a gente manda umas cestas-básicas. Isso o Lula também faz, mas aí sou contra. O cara tem que trabalhar para merecer! A mulher já não carrega a lata d'agua na cabeça por 20 km e o homem não faz trabalho quase escravo cortando cana? Então! que trabalhe mais e ganhe mais dinheiro porra!!!. Esses 50 reais por mes que eu acho um absurdo. Barbudo filho da puta.
9. O PSDB é muito mais esperto que o PT. Afinal, há um dossiê com provas que 40 das 60 ambulancias dos sangue-sugas foram compradas quando o Serra era MINISTRO, mas o foco todo é de onde vem o dinheiro do PT que pagou o dossiê...deve ser do mesmo lugar do dossiê das ILHAS CAYMAN, aquele que dizia que a cupula famosa do PSDB, inclusive o FHC, tinha conta em paraiso fiscal com dinheiro de caixa dois…
10. Ele tem 10 dedos, poxa!!!!

Enfim, muito bom esse Geraldo, né!!!

Gente Querida,

A questão é Direita ou Esquerda...não importa se vc não acredita no Diabo, ele acredita em você!!!! Se fosse Chuchu versus Maluf, ia ser Chuchu ou voto nulo...
Votar no PSDB nestas circunstância é votar no Blair e no Bush, votar no PT é votar no Chaves e no Morales. Sou burguês mas eu sou artista....
Assuma um dos lados, META O RABO ENTRE AS PERNAS ou erga seus punhos!
Mas, chega de argumentos alienados! Somos esclarecidos e não precisamos chafurdar no denuncismo inócuo. Assuma seu lado, não seja mais um alienado daqueles que não sabem o querer o que querem....

E ouçam Jorge Ben

Os alquimistas estão Chegando
Jorge Ben Jor

Os alquimistas estão chegando
Estão chegando os alquimistas
Os alquimistas estão chegando
Estão chegando os alquimistas

Eles são discretos e silenciosos
Moram bem longe dos homens
Escolhem com carinho a hora
E o tempo de seu precioso trabalho

São pacientes, passivos e perseverantes
Executam, segundo as regras herméticas
Desde a trituração à fixação
Trazem consigo cadinhos
Vasos de vidro, potes de louça
Todos bem e iluminados

Evitam qualquer relação com pessoas
De temperamento sórdido

quarta-feira, 4 de outubro de 2006

Friends, enquanto é tempo de não ser tempo disso!

Bauman está certo, todas as vezes que disse: “que bom fazer parte dessa comunidade!” dava eu o testemunho de que não fazia parte, ou fazia por um tempo. E na medida em que as comunidades precisam ser defendidas para sobreviver, na medida em que dependem de seus membros e suas escolhas individuais, as comunidades de hoje parecem mais projetos do que realidades.
Aliás, a onda comunitarista que assola minha vida hoje é mero reflexo da liquidez de minhas relações...complicou...rsss...então “peraí”!
Friends é um bom exemplo. Nunca havia prestado atenção até ver alunos muito queridos venerando o tal seriado no ano passado. Alunos adolescentes, diga-se. Então comecei a dar atenção ao fenômenozinho indecente.
Hum, deixe me ver... três mulheres e três caras tem uma relação de amizade construída ao longo de uma década. Dividem também os apartamentos avizinhados, tomam café no mesmo bar todos os dias, passam os fins de semana fazendo coisas juntos, geralmente em casa. Todos são brancos, bem apessoados, bem sucedidos. Moram em Nova Yorque. Manhatham, creio. São amigos, fraternos, quase irmãos. Sem intenções sexuais explicitas. Legal, também quero. Óbvio. Quase uma comunidade. Inserção total na sociedade de consumo com amizades intactas. Quem não gostaria...
Não estou criticando a série, eu a considero bem engraçada. Mas está na cara que nutri os sonhos de todos aqueles que fazem faculdade, saem de casa e vão para o mercado de trabalho. O que estou criticando é isso ser apenas sonho. Projeto. Liquido. E quando existe heim, porque a maioria dos potenciais “friends” vivem sozinhos em seus flats na Vila Mariana e nos Jardins.
Engraçado que no final da série a pseudo-comunidade se desfaz. A razão (para justificar a decisão da emissora e dos atores que não agüentavam mais) é que se formam dois núcleos familiares pequeno burgueses, fechados obviamente. Já Phoebe e Joey, sozinhos, tomam seus rumos. A vida leva essa galera “naturalmente” a se separar por causa de seus projetos pessoais.
Por favor, preciso continuar mesmo!....
Estou no penúltima temporada de meu Friends pessoal. Meus amigos dos últimos 10 anos estão tendo filhos e formando seus núcleos fechados. Compram apartamentos, ficam anos fazendo seus mestrados lá longe, se atolam em namoros e trabalhos egoístas, ou abrem mão de tudo e se vão....não é lamento, é exemplo, aprendi nos livros que “tudo que é sólido desmancha no ar”, aliás viva a saudade, viva Vinicius, pena que não tomo Uísque! Hahahaha....
Voltando ao macro e a modernidade liquida continuo dizendo “como é bom fazer parte dessa comunidade” já sabendo que não é tempo de ser tempo disso! Seja por incompetência, seja por birra com a história pessoalmente tenho me recusado ter projeto pessoal... ,)

terça-feira, 3 de outubro de 2006

A Reação Alckimin

Uma das coisas bacanas em ser de esquerda é que você sempre está na contramão do senso comum nas eleições. Nas mesinhas de bar, no encontro de amigos, no almoço da família você está lá, no centro, despertando nas pessoas o interesse em te convencer daquilo que elas mesmas estão tentando se convencer. Os argumentos são descabidos, às vezes engraçados, todos baseados em dados duvidosos, noticias nubladas, clichês culturais e em todos os níveis.
A razão dessa barbárie na hora do debate político é simples: política é uma discussão essencialmente conceitual. Se você não domina os conceitos acaba pessoalizando ou factualizando o debate e foge do cerne, se perdendo na burocracia e na ideologia midiática. Ações são, em política, a legitimação ou não de conceitos prévios, essenciais ao seu entendimento.
Mas não importa, era muito engraçado ser de esquerda. Era. Era porque não éramos levados a sério. Era porque a ala da Direita alienada (quase todo mundo) mal sabia o que queria e não tinha a menor idéia do que não queria. Era, pois as polêmicas terminavam numa irritação quase infantil, num gesto de reprovação com o braço, num sarcasmo ou ironia tola, enfim, terminava no lugar nenhum, inofensivo a mim e verdadeiras jaulas invisíveis aos demais.
Hoje os debates não têm graça nenhuma. A mão da Direita voltou a balançar o berço do inocente Brasil. A mesa da família, os amigos do bar, o vizinho e os parentes da alienada direita estão violentíssimos em suas reações. A classe média alienada está absurdamente hostil.
Meus amigos de esquerda sentem o mesmo. Alguns dizem que é o efeito Heloisa Helena, que legitimou a ruptura da esquerda no poder e reproduziu o perigoso discurso do Arnaldo Jabor. Ainda não sei se ela deu tanto fogo aos soldadinhos de chumbo da nova, e militarizada, ditadura PSDBista.
Sinto-me hostilizado fisicamente. As discussões acabam com socos na mesa, dentes a mostra, desentendimentos sérios e decepção das pessoas pra comigo. Os nicks do msn e os emails spameados são preconceituosos, odiosos, lacônicos no melhor estilo torcida de futebol. Por um instante parece que a corja direitista de minha vida tomou consciência do que não queria, apesar de continuar não sabendo o que quer de verdade. Felizmente isso é só impressão, graças ao denuncismo eles sabem menos agora do que já não sabiam antes.
Mas estão todos, meus amigos e parentes burgueses, irremedidos, violentos, revoltosos. Em nenhum momento de minha vida estive com tanto medo das profecias de 1984 como agora!
Resta-me assistir de novo “V de Vingança” e “Clube da Luta” pra pensar na única saída a partir daqui, a criminosa!

segunda-feira, 2 de outubro de 2006

O bem informado eleitorado paulista!!!

Sim meus lindos, Frank Aguiar, o cãozinho dos teclados, vai compor mesa com o candidato da folha corrida, Paulo Maluf. Ah, a mesma São Paulo colocou o Celso Russomano como deputado federal, logo atrás do MalUF, sim, porque guerreiros Siths andam sempre me dupla (vai assistir Star Wars, vai!). Mas o melhor foi o Clodovil, quem sabe agora temos a CPI da moda com ele a Soninha no Congresso Nacional. Sim, porque nossa fashion franzina ex-vj da MTV venceu como líder da garotada e promete o dia nacional do trance, o mercado mundo MIX no forró de Aracaju, essas coisas massa, tá ligado! Nosso congresso também tem Vadão, matador do PP (partido do Maluf), tem o Lobbe e a Havanir (ex do Enéas) representando o PSDB, preciso dizer mais... E ia me esquecendo do odiado Aurélio Miguel, o ladrão do Judô, mas pra completar o comboio do inferno paulista temos o Pinotti...o médico das propostas nazistas. Esse é o eleitorado bem informado de São Paulo, que brada nos emails da vida que os nordestinos “fodem” nosso país (mesmo sendo os nordestinos a maioria).
Ah, também tem a super votação do bandido Afif, o Ali Babá dos 40 ladrões da associação comercial, foi por muito pouco que o Suplicy não perdeu o senado que deveria ser vitalício. Essa é a Sampa do Geraldo. Sampa do Jornal Nacional. Sampa da Berrini, da Faria Lima, da Paulista, do Jabor. Sampa dos cafezinhos de R$3,50. Sampa na qual ganhou o Jardim Europa e a Vila Olympia. Afinal, o que faz nossa classe média depois de ver o Jornal da Globo...dorme sonhando com as pulseirinhas de camarote das baladas que a elite freqüenta todo dia. O Sonho americano é também paulistano.
E o Serra, heim! Deu um pau no Mercadante que deu até dó. Disse que vai fazer um governo popular lá da sua mansão no Morumbi. Disse também que venceu a honestidade no lugar da tramóia. Bom, então o prefeito que ele deixou em Sampa deve estar tremendo na base, porque Kassab tem uma ficha corrida parecida com a do Maluf e ganhou a prefeitura da terceira maior cidade do mundo de bandeja do nosso honestíssimo Serra. Esse Geraldo, viu!
Mas não é só em Sampa que o eleitorado é bom de voto. O Sarney, aquele da Ditadura Militar, agora é senador do Amapá e sua filha é a governadora da miséria maranhense. E o Collor...lembra do único presidente cassado da história...esse agora é o senador de Alagoas no lugar de Heloísa Helena. E tem o Aécio, o único mineiro que não cmoe quieto. Agora vai comemorar em alguma casa de prostituição, ao lado de seu amigo o Ronaldinho, sua reeleição estonteante como governador. Bom, isso tudo é só o começo...
No próximo artigo vamos discutir governabilidade.

quarta-feira, 27 de setembro de 2006

Cuidado velho senhor...na Pós Modernidade indiferença vem disfarçada de tolerância...

Zygmunt Bauman é a bola da vez. Sociólogo polonês, ele vem chacoalhando o mundo com seu conceito de modernidade liquida. Então, vou falar um pouquinho sobre isso porque me surgiu a indagação: não seria essa tolerância pós-moderna, tolerância liquida...
Para Bauman a modernidade sólida deu lugar a liquida. A primeira seria justamente a que tem inicio com as transformações clássicas e o advento de um conjunto estável de valores e modos de vida cultural e político. Na modernidade líquida tudo é volátil, as relações humanas não são mais tangíveis e a vida em conjunto, seja familiar, de casais, de grupos de amigos, de afinidades políticas e assim por diante, perde consistência e estabilidade. Daí a tolerância de Dona Terezinha em relação a essa outra, a da pós-modernidade (onde pode tudo), me parecerem coisas distintas.
A Modernidade Líquida é a Modernidade do software em oposição ao hardware, é a Modernidade do tempo instantâneo que pouco se importa com o espaço. Acho que o mundo da Afinidade Socialista é outro, ele ainda tenta manter tradição, apego ideológico, espaço e tempo onde às transformações são reais e duradouras.
A tolerância liquida me parece o genérico ideológico. Ausência total de tradições, é o adaptável, é o eclético político e estético, é gostar de tudo, é o não compromisso com causas ou idéias. Por isso, velocidade, uma única faixa do cd e pronto. Identidades instantâneas, tolerância heterogênea veloz, disfarçada, sem coexistência real.
Os fluidos são assim. Se movem facilmente. Eles “fluem”, “escorrem”, “esvaem-se”, “respingam”, “transbordam”, “vazam”, “inundam”, Borrifam”, “pingam”; são “filtrados”, “destilados”; diferentemente dos sólidos, não são facilmente contidos – contornam certos obstáculos, dissolvem outros e invadem ou inundam seu caminho. Do encontro com sólidos emergem intactos, enquanto os sólidos que se encontraram, se permanecem sólidos, são alterados – ficam molhados ou encharcados. A extraordinárias mobilidade dos fluidos é o que os associa à mobilidade e à inconstância: sabemos pela prática que quanto mais leve viajamos, com maior facilidade e rapidez nos movemos.
É a Modernidade das guerras fiscais patrocinadas por “Fords”, “GMs” etc, que por sua atual fluidez permitem-se instantaneamente escorrer de um ponto ao outro sem ocupar-se que qualquer compromisso que lhes possam significar menor condição de leveza... É a Modernidade que, retratada no documentário Roger & Eu (de Michael More), que permite à GM abandonar Flint (sua comunidade natal) e avançar, sem pudores, remorsos ou autocríticas no plano da ética, sobre a fronteira do México, intransponível num sentido unilateral ao homem, mas tão permeável para outros fins.
Nessa Modernidade tudo há de ser fluido... As instituições, os relacionamentos, as práticas, o amor, a tolerância... Admitir viver conforme a pauta estrutural e valorativa da Modernidade Líquida é esquiar sobre gelo fino: “a salvação está na velocidade, pois quando se é traído pela qualidade, tende-se a buscar a desforra na quantidade”.
A nossa era é era de individualismo não-adulterado e de busca de boa vida, limitada só pela exigência de tolerância, como diz Bauman. Contudo “quando casada com individualismo autocelebrativo e livre de escrúpulos, a tolerância só pode se expressar na forma de indiferença”. A menos que queiramos suportar o “ônus” e o “peso” de uma ética de compromissos e solidariedades. Enfim, seja no âmbito político, relacional ou estético gostar de todos os estilos é, no limite, tolerá-los para si, evitando conflitos internos e externos e sendo veloz e indiferente.
Pense bem, não é isso que faz com que consigamos viver com nossas contradições...
Não somos nós líquidos em quase tudo...

O Líbano voltaou ao horror

Mais uma vez, o Líbano mergulhou no horror da guerra. Passados pouco mais de 15 anos do fim da guerra civil que o devastou, entre 1975 e 1990, o país foi pesadamente atacado por Israel a partir de 12 de julho último. Os bombardeios, além de fazer vítimas civis, abriram crateras nas rodovias e destruíram edifícios, pontes, usinas de energia elétrica e o aeroporto internacional da capital, Beirute. Israel impôs ainda um bloqueio aéreo e marítimo. A ofensiva militar israelense é uma resposta à captura, pelo grupo islâmico libanês Hezbollah, de dois soldados de Israel, em operação na qual outros oito militares israelenses morreram. O primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, considerou essa ação "um ato de guerra do Líbano contra o Estado de Israel". Isso porque o Hezbollah, partido político com cadeiras no parlamento, também ocupa cargos no governo libanês.

Segundo o grupo islâmico, que exerce grande influência no sul do Líbano, próximo à fronteira israelense, os soldados foram capturados para pressionar Israel a soltar milhares de prisioneiros palestinos. Trata-se, também, de solidariedade aos militantes palestinos do Hamas, que em junho seqüestraram um soldado israelense, o que desencadeou uma primeira ofensiva militar de Israel contra a Faixa de Gaza.Apenas nos seis primeiros dias de ataques, cerca de 200 libaneses morreram. Do lado israelense, as perdas eram de pelo menos 24 pessoas. Além disso, os danos causados à infra-estrutura do Líbano são enormes.

"Voltar 20 anos"

O comando militar de Israel parecia prever uma longa operação. Um oficial israelense de alta patente disse, no começo do conflito, que Israel fará o tempo voltar 20 anos no Líbano se os reféns não forem libertados em boas condições. A terrível previsão remete justamente para o período da guerra civil.Em resposta à ofensiva israelense, o Hezbollah lançou foguetes do tipo katyusha (que podem carregar explosivos incendiários ou de fragmentação) contra várias cidades do norte de Israel. Os civis israelenses da região foram orientados a procurar abrigos antiaéreos. Fábricas e lojas foram fechadas, e muitas pessoas fugiram para o sul.

O governo libanês pediu ao Conselho de Segurança da ONU um cessar-fogo imediato e o fim do bloqueio marítimo e aéreo, mas o organismo, reunido em 14 de julho, não aprovou a proposta. O primeiro-ministro libanês, Fouad Siniora, afirmou que a ação israelense é desproporcional e que seu país está sendo castigado injustamente, pois o governo não tinha informações sobre a operação do Hezbollah. Essa é justamente a crítica de Israel: de que o governo libanês deixou de exercer plenamente sua autoridade e permitiu que o sul do país fosse tomado pelo terrorismo.

Analistas acreditam que o objetivo da atual ofensiva é impor uma dura derrota ao Hezbollah, que tem fortes ligações com o Irã e a Síria. O resultado serviria como advertência sobre o poderio militar israelense a esses países, além de reforçar a pressão contra o Hamas, grupo islâmico que chefia o governo da Autoridade Nacional Palestina. O presidente norte-americano, George W. Bush, afirmou que "Israel tem o direito de se defender", mas pediu também que o Estado judeu tenha cuidado e não enfraqueça o governo do Líbano.

História de tensões

A Síria tem grande influência sobre o Líbano e, até o ano passado, mantinha milhares de soldados no país. O presidente libanês, Émile Lahoud, é um aliado do governo sírio. Por outro lado, a república islâmica do Irã, surgida em 1979, foi a fonte de inspiração para o Hezbollah, um movimento muçulmano radical. Essa é a razão pela qual EUA, Israel e outros países voltem suas baterias contra a Síria e o Irã, ao reclamar o fim de hostilidades contra os israelenses pelo grupo islâmico, acusado de terrorista. Para entender até o fim as intrincadas relações em jogo, num país com muitas divisões étnicas e religiosas, é preciso retomar sua história.

A região do atual Líbano era ocupada, na Antiguidade, pela civilização fenícia, que floresceu por mais de 2 mil anos, a partir de 2700 a.C. Já na Era Cristã, os árabes muçulmanos anexaram a região entre 636 e 705. Apoiados pela parcela cristã maronita da população, os cruzados tomaram o país no fim do século XI. Foram expulsos pelos muçulmanos em 1291. Sob o comando de Selim I, o Império Turco-Otomano incorporou o Líbano em 1516.

No século XX, após a derrota dos turcos na I Guerra Mundial (1914-1918), o território atual da Síria e do Líbano ficou sob o comando francês. A França separou-os administrativamente e, em 1941, concedeu independência ao Líbano. Os nacionalistas venceram as eleições de 1943 e tentaram eliminar o controle francês na região, mas as tropas da França só abandonaram o país em 1947. A relação estreita com a Síria vem do fato de os sírios considerarem o Líbano parte de seu território histórico - a "grande Síria" -, que teria sido desmembrado por essa ação da França.

O país tornou-se, na aparência, uma democracia, com imprensa livre e eleições. Mas esse arranjo era até certo ponto artificial e mantinha as tensões étnicas, porque estava vinculado ao acordo de 1943, que estabelecia a divisão dos cargos parlamentares e executivos segundo as religiões existentes (veja texto abaixo). Isso significa que, independentemente das idéias que defenda, o presidente do país será sempre um cristão maronita, e um muçulmano sunita ocupará o cargo de primeiro-ministro. Nos anos seguintes, o Líbano recebeu 170 mil refugiados palestinos, depois da derrota dos exércitos árabes na guerra pela criação do Estado de Israel (1948/1949). Nova derrota árabe na Guerra dos Seis Dias contra Israel, em 1967, e o massacre e expulsão dos palestinos na Jordânia durante o Setembro Negro, em 1970, fizeram aumentar para mais de 300 mil o número de refugiados palestinos no Líbano.

A Organização para a Libertação da Palestina (OLP) estabeleceu então seu quartel-general em Beirute e começou a atacar Israel da fronteira libanesa. A presença da OLP rompeu o frágil equilíbrio entre as forças políticas no Líbano. Os palestinos eram apoiados pelos setores de esquerda, por muçulmanos e nacionalistas, e hostilizados pelos conservadores e pela parte cristã.

terça-feira, 26 de setembro de 2006

O dia em que me tornei mais um espelhinho de banheiro do Mundo

Rousseau disse que quando a primeira propriedade privada foi aceita pelos demais se inauguramos a desigualdade entre os homens, entretanto John Locke veio defendendo a tal propriedade como legitima quase ao mesmo tempo. Para Hobbes, a liberdade foi tolida pra nos tirar do Estado de Guerra e assim inaugurar o Estado de Direito, mas para La Boetie a sociedade é na verdade uma pirâmide de tiranos. Para Freud, o “amar ao próximo como a si mesmo” tornou-se a moralidade definitiva da civilização, mas para Nietzsche devemos olhar para além do Bem e do Mal. David Ricardo e Adam Smith se encarregaram de defender o Capitalismo, mas Marx e Engels mostraram a perversidade desse sistema e ainda propuseram o Socialismo (de alcova científica). Weber entendeu este momento como o de maior liberdade, mas Focault mostrou-nos os grilhões modernos nas microfísicas do poder. Estes homens e seus pares durante os últimos 500 anos verteram esforços para entender nossos conceitos, nossas relações sociais e nossa interação com o mundo real e das idéias.
O mundo então escolheu, ou não, ser o que é. E ele é em sua esmagadora maioria: Capitalismo Liberal Globalizado em Estados de Direito Republicanos, adeptos da Democracia Moderna e baseados nos princípios do Liberalismo Político de Liberdade, Igualdade e Fraternidade entre seus respectivos cidadãos, ditos indivíduos.
Nos últimos 10 anos (lê-se, muito pouco tempo) fui apresentado a estes pensadores, seus textos e ao mundo que acabei de descrever. Não sei se tenho legitimidade pra dizer, porém, que estes conceitos estão constantemente sendo reajustados por novos pensadores, ou porque este mundo não obedece aos conceitos, ou porque estes conceitos não obedecem ao tal mundo. Infelizmente, não sei responder.
Só sei que não posso fugir do mundo, mesmo não gostando daquilo que ele, em sua história, escolheu ou não para si. Acho que se eu fosse o mundo teria escolhido Anarquismo Autogestionado com ausência total de propriedade e Estado de Direito, com sistema de trocas de princípio socialista e fraternidade humanista entre todos os terráqueos. Talvez não tivéssemos Ipods e certamente não teríamos advogados, juízes e fronteiras. Infelizmente, também não pude escolher.
Então me perguntei: como viver em paz com este mundo que não escolhi?
Foram nas minhas relações pessoais que encontrei a resposta. Não há encaixe perfeito, buscamos aquilo que mais próximo está do que queremos, assim, chegamos mais rápido aos consensos com nossos próximos. Também não sei se é certo chegar a consensos apenas com gente parecida, mas enfim, é assim que eu vivo...
Este mundo não é nada parecido comigo, a não ser pelos conceitos de Liberdade, Igualdade e Fraternidade. Na prática estes conceitos não coexistem no mundo e a razão é simples: não conseguimos alcançar fraternidade e igualdade em sociedades capitalistas (muito competitivas e fundadas nos conflitos de classes) e nas socialistas não alcançamos liberdade (por não serem hegemônicas) apesar da igualdade e certo princípio de fraternidade. Bom, não importa, quase todas as pessoas que conheço acreditam nos três mesmo nunca tendo visto os três juntos.
Então este é o desafio, a todos aqueles que conheço pela fraternidade (na forma de amor ao próximo), dar a liberdade (sempre que não custar a minha própria) e a igualdade (em todos os sentidos). Se não receber em troca todas destas premissas juntas, parto pra outra, provoco o desencontro, construo outra relação no lugar. Amor não é pressuposto de igualdade e muito menos de liberdade. Nem é preciso ar exemplos.
Aos mergulhados na competição de mercado, na defesa cega de suas classes sociais, na indiferença e suas irmãs de guerra darei a intolerância, porque para tolerar o intolerante é preciso ser incondicional e nunca o fui, de fato.
Assim dou ao mundo a lição que ele precisa para ser aquilo que não escolhi, mas aceito como boa escolha dele próprio. Só assim, declino à nossa história e vivo em paz com o mundo e minhas próprias circunstâncias. Só assim aguardarei paciente o momento histórico de me despertar para uma luta mais real, mais revolucionária.

domingo, 17 de setembro de 2006

O Maior Amor do Mundo...credo!!!

O filme tem dois momentos. No primeiro Wilker está no meio do lixo, na beira de um córrego de favela, contando ao espírito de sua mãe que iria declinar da condecoração presidencial que receberia naquele dia e derrama a única frase feliz deste filme: “enquanto o mundo estiver essa merda que está ninguém tem direito a receber nenhum tipo de medalha”. Fraquinha, mas passa. A outra é a cena de sua mãe dando a luz ao seu personagem no meio de mato, podia ser piegas, mas achei a imagem profunda e triste, a cena vale a pena. O resto é pornochanchada da pior qualidade com câmeras tremidas sem querer, cortes infantis, ritmo estranho, trilha ridícula, nudez gratuita, roteiro capenga, fora os “momentos plagio” do Cidade de Deus . Enfim, mais um clássico do pior de nosso cinema, daqueles que só Cacá Diegues, o tarado Paulo Peréio, o Jabor e sua turminha são capazes de fazer. Sem identidade e com aquela pitadinha de direção pretensiosa pro lado de fora do muro do quintal do Oscar. Ridículo!!!
Alô quadrilha dos sem talento, velharada que fazia cinema no Brasil quando aqui ainda era terra de ninguém e que ficam mantendo o carro do ano e outras extravagâncias com base na lei de incentivo, as entrevistinhas da TV a cabo e meia dúzia de paga paus nas faculdades de Cinema.

sábado, 16 de setembro de 2006

Saudades da pátria vermelha....

Acabei de reassistir no AXN a Caçada ao Outubro Vermelho. Mais uma bobagem sedutora regurgitando o pior da ideologia capitalista na onda da guerra fria. Pra descontaminar cantei a Internacional, que um dia merecerá um post só dela e o hino da pátria soviética, que morreu em 26 de dezembro de 1991.

óooo descontentes, façam o mesmo! De pé, vamos!!!
Morte ao Rambo e seus amiguinhos da sessão da tarde...

Hino da União Soviética - versão pós 1953 (que não cita mais Stálin)

União inquebravel das livres Repúblicas,
Mãe Rússia se uniu para sempre ficar,
Criada na luta e vontade do Povo,
Unido, supremo, é o nosso País!
Cantai à pátria, de nossa liberdade,
Sólida base dos povos irmãos,
Partido de Lênin é a força do povo
Que nos guia à vitória Comunista!
Nas tormentas nos brilha o Sol da Liberdade,
Caminho que o Grande Lenin traçou,
Em causa da verdade ele ergueu Povo,
No trabalho e na luta nos inspirou!
Cantai à pátria, de nossa liberdade,
Sólida base dos povos irmãos,
Partido de Lênin é a força do povo
Que nos guia à vitória Comunista!
Na vitória imortal do ideal Comunista,
Nós vemos o futuro de nosso país,
E ao tremular do Estandarte Vermelho,
Estaremos nós para sempre fiéis!
Cantai à pátria, de nossa liberdade,
Sólida base dos povos irmãos,
Partido de Lênin é a força do povo
Que nos guia à vitória Comunista!

Ouça de pé em: http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/4/4c/Hymne_Soviétique.ogg

Versão em Russo

Soyuz nerushimy respublik svobodnykh
Splotila naveki velikaya Rus'!
Da zdravstvuyet sozdanny voley narodov
Yediny, moguchy Sovetsky Soyuz!
Slavsya, Otechestvo nashe svobodnoye,
Druzhby narodov nadyozhny oplot,
Partiya Lenina — sila narodnaya
Nas k torzhestvu kommunizma vedyot!
Skvoz' grozy siyalo nam solntse svobody,
I Lenin veliky nam put' ozaril,
Na pravoye delo on podnyal narody,
Na trud i na podvigi nas vdokhnovil!
Slavsya, Otechestvo nashe svobodnoye,
Druzhby narodov nadyozhny oplot,
Partiya Lenina — sila narodnaya
Nas k torzhestvu kommunizma vedyot!
V pobede bessmertnykh idey kommunizma
My vidim gryadushcheye nashey strany,
I krasnomu znameni slavnoy otchizny
My budem vsegda bezzavetno verny!
Slavsya, Otechestvo nashe svobodnoye,
Druzhby narodov nadyozhny oplot,
Partiya Lenina — sila narodnaya
Nas k torzhestvu kommunizma vedyot!

Todos os hinos soviéticos em mp3: http://www.hymn.ru/index-en.html

quinta-feira, 14 de setembro de 2006

Em quem votar – parte 1

Este textinho vai ser óbvio. Mas o obvio não existe!

A regra é simples: o voto pode ser branco, nulo ou para um partido. A única coisa que o voto pode e não deve é ser para um candidato independente de seu partido. Não por acaso esse o caso da maioria dos votos e causa de boa parte da crise democrática.
Se você vota em branco é como se dissesse: que vença o melhor. Se você vota nulo diz: não concordo com o processo democrático (anarquistas, por exemplo) ou ainda, não aceito estes candidatos.

Os partidos são o que são. Denuncismo, traição dos interesses, qualquer que seja o argumento não fará sentido se você justapuser os quadros do partido e suas posturas em todas as áreas. Enfim, cuidado com os botecos e com a mídia horas aliada, horas inimiga.

Candidatos são pessoas normais e tem história pessoal e pública muitas vezes contraditória com a ideologia geral do partido, mas lá se encontram por razões políticas. Saber diferenciar esses detalhes é fundamental para votar corretamente, principalmente quando são candidatos ao legislativo, onde a fidelidade partidária é difícil de ser administrada. Outra coisa importante é votar em legisladores coerentes com o executivo. Não é bom votar no Alckmin pra presidente e no Suplicy pra Senador, eles são inimigos ideológicos, não vão governar juntos e perderão boa parte do tempo em quedas de braço.
Aqui tem um ótimo site com todas as informações sobre todos os candidatos do Brasil. Ultra detalhado!!!! Entre em: http://perfil.transparencia.org.br/

Você tem que saber que Partidos são representados por candidatos, mas não são feitos deles. Partidos tem ideologia, estrutura, história e base partidária. Tem projetos e pessoas filiadas e comprometidas com aquelas idéias. Quando um candidato ganha uma eleição quem irá governar é o partido e suas coligações e não aquele candidato. Exemplo, o Fernando Henrique não sabia nada de energia, o Lula não sabia nada de nada, ambos dependeram dos tecnocratas de seus partidos para realizar acordos e projetos em todas as áreas, mas levaram a fama pra facilitar a identificação do povo sobre determinada política. Governadores, prefeitos e presidentes não tomam decisões sem consultar seus grupos. Ou seja, não se vota no Lula, se vota no PT. Não se vota no Alckmin, se vota no PSDB e assim, sucessivamente.

Por isso a ultima coisa que você deve saber antes de uma eleição é quem você é. De que classe participa e qual defende. Quais são seus interesses. O mundo é dividido em direita e esquerda. De acordo com seus interesses você se situa e escolhe um partido que atenda aquilo que você deseja. Aqui há um texto de 2003 do Emir Sader curto e fantástico sobre o que é direita e esquerda e que certamente irá lhe ajudar: http://archives.econ.utah.edu/archives/reconquista-popular/2003w34/msg00073.htm

Por fim, aqui um ótimo texto do mesmo Emir analisando as posturas contraditórias do PT no governo: http://www.ircamericas.org/port/625

terça-feira, 29 de agosto de 2006

“O importante é competir” finalmente deixou o lugar comum!

Eu usei botas ortopédicas, daquelas do Forrest Gump, até os 5 anos. Mesmo assim, tenho as pernas tortas do Garrincha e a coordenação motora do Inspetor Clouseu.
Apesar disso, praticar atividades físicas é importante. Importante porque temos um corpo que infelizmente ainda não dominamos. São juntas, músculos, ossos e outros tecidos flexíveis, além de todo aparato sensorial prontinho pra ser treinado, esticado, posto a prova. Certas atividades, como o Muai Thai, devem ser aprendidas num templo budista siamês, outras no parque do Ibirapuera com seu Carolo, boxe old school, isso se ele lhe aceitar como aluno e você aceitar os horários e socos do sr. Miagui do boxe. Yoga, tênis tudo é possível e segundo as revistas de RH, necessário!
Mas quando lembro de atividade física lembro da Educação Física do ginásio. Lembro de todos nós correndo atrás da bola, das brigas, dos professores canastrões. Lembro do time dos fortes e do time dos fracos, o qual eu era um assíduo participante. Lembro que na Educação Física genética e sucrilhos tornavam-se pivô das diferenças sociais do recreio por toda a vida escolar. Hoje, porém, eu entendo. O importante é competir.
Toda vez que alguém fala de esporte na TV é dizendo como a tal atividade lhe ensinou a nunca desistir, a ser perseverante na busca dos objetivos, a lutar sempre, a ser um vencedor. Nada mais obvio na sociedade winner\loser do século XX. E as justificativas não faltam: os gregos praticavam (certamente não com nossas intenções), a sua saúde depende disso (diz a ditadura da ciência a serviço da estética), a formação completa (clamam as teorias educacionais do mercado). Isso sem entrar no mérito do culto ao corpo.
Nem preciso dizer que toda essa baboseira me atirou direto para fora do planeta suor, até o dia em que fui convidado pra jogar bola por um de meus melhores amigos. Estava movido pela Copa, imbuído do espírito de que aquilo faria bem pra nossa convivência e até com a idéia de que poderia ser saudável. Enganei-me redondamente.
De cara achei que importante não era participar, era competir e eu não fui treinado pra competir. Nem no vestibular, nem no mundo do trabalho, nem na quadra nas segundas-feiras. Sou, talvez, aquilo que os competidores chamem de loser, o estereotipo do perdedor.
Mas na quarta vez percebi que novamente estava enganado, o importante passava longe de competir. Bastou 10 minutos como centro-avante pra que a bola batesse duas vezes na minha mão e o outro time gritasse aos berros: pênalti, expulsão, o que é isso!!!!
Nunca gostei dos juízes. O apito é a repressão do esporte. O braço armado desta instituição. E o pior é que o certo e o errado, mesmo por aqui, passa pelo homem e seus interesses.
Cansei e fui embora, saí sob protestos dos “amigos” que pediam pra que eu ficasse e dos “inimigos” que exigiam o tal pênalti. Antes de entrar no carro sentei por alguns minutos na frente da piscina do lugar e refleti sobre tudo aquilo.
Pode até ser exagero, mas lembrei das guerras do século XX, das disputas por mulheres, dos crimes nos bares, das puxadas de tapete nas empresas. De toda dor e alegria que a competição provoca nas pessoas que conheço.
Será que isso é uma experiência humana insuperável...será possível existir uma convivência transformadora, criativa, produtora sem competição...
Certamente não voltarei ao futebol tão cedo, mas foi importante participar de um mês de segundas-feiras suadas pra descobrir mais uma verdade sobre meus contemporâneos: para os homens do século XX o importante nunca foi competir, participar então, nem se fala. O importante nesse mundo de fortes e fracos é vencer e de preferência apitando!

“Se você correu, correu, correu e não chegou a lugar nenhum, bem vindo, bem vindo ao século XXI”
Raul Seixas

terça-feira, 15 de agosto de 2006

Click

Sábado à noite estávamos todos acabados e resolvemos ir ao cinema. Voto vencido, me dirigia ao filme Click como um boi caminha ao matadouro. Aliás, literalmente, uma vez que no Cinemark existem baias de espera. Adam Sandler estrela o filme e isso já é motivo suficiente para não o assistir. O tema é um plágio tolo do clichê onde um homem assolado pelo sistema encontra um anjo que lhe dá a graça de enxergar aquilo que realmente importa dentro da ótica cristã e capitalista, evidente.
São duas as coisas que fazem deste filme algo passível de um post. A primeira é a idéia de um controle remoto que transforma a vida em um dvd. Você assiste bastidores da sua própria vida, controla o volume, pausa, pula e acelera capítulos. Se for para trás você só assiste o que já aconteceu, se for para frente você vive no automático, passivo, e depois sofre as conseqüências de sua passividade. Metáfora no mínimo polêmica e criativa. A segunda coisa é que tirando o final estúpido, o filme possui um ritmo de forte comédia na primeira metade e certa angústia na segunda. Estes ritmos marcados nos pegam de surpresa também. Tirando isso é mais um lixo de prateleira, que dada a mediocridade deste gênero americanizado, não causa arrependimento assistir.