Mais uma besteira...
Em Missão Impossível II Jean Reno segura a cordinha de Tom Cruise na invasão a Langley, QG da CIA. Na hora da fuga, Etan (personagem de Tom) vacila ao entregar a NOC-LIST para seu parceiro. Na saída do prédio, Reno sai dirigindo o caminhão de bombeiros que eles usaram como disfarce, ao lado de Cruise, a mulher do Jim e o espião negro nesta ordem. Jean, então, esboça um sorriso forçado, sorriso de lado, cínico, egoísta, sorriso espertalhão, sorriso de quem não vai entregar a NOC-LIST de volta.
Esta semana estava lembrando que já sorri assim algumas vezes na vida. Sempre o esbocei em situações onde eu levava vantagem, ou pelo menos achava levar. É um riso terrível. Ele começa dentro da gente, você acha que ele vem do estômago, mas logo percebe que ele está na cabeça. Depois se sente um pouco mal, como se estivesse fazendo algo errado. Logo em seguida é movido por uma força que o mantém com os dentes frontais assim, meio a mostra. Tal riso vem do não crível, de uma sensação de que “não é possível, mas é verdade e ninguém viu”, riso de uma força paradoxal dentro de nós que nos faz de esperto ao contrário, como diria uma velha amiga!
Nunca o levei adiante, o tal sorriso. Caminho com ele por no máximo dois ou três passos na calçada. Logo, penso ser daqueles em quem não se pode confiar. Respiro fundo e lembro de Júpiter, gigante, mas com densidade menor que a da água.
Pra que serve isso, talvez vocês se perguntem:::::: Serve pra não entregar minhas NOC-LIST pra nenhum Jean Reno, nem mesmo quando está ele dentro de mim!
sábado, 18 de novembro de 2006
O sorriso de Jean Reno
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