Hoje estou com vontade de falar sobre o Rock. Quando era professor adorava reservar uns dias, quiçá um mês inteiro pra falar exclusivamente de música. O paradoxo é que Rock é muito rico e muito pobre ao mesmo tempo. É o estilo da pós-modernidade (se é que ela existe). Mas, pra mim, rock é filho bastardo de dois fenômenos: sociedade de consumo e “juventudilização”.
Clichê dizer que o jovem consome mais que qualquer outra faixa indentitária. Veja, não disse etária porque ser jovem nas ultimas três décadas é uma questão de identificação pessoal. O peter-panismo é endêmico porque nos torna muito mais suscetível as técnicas de propaganda (inventadas pelos nazistas) no capitalismo do pós-guerra. A lógica é simples, se o mundo fosse um shopping Pinóquio quereria mais coisas que Jepeto, neste caso, quem os publictários transformariam em menino?
Muita gente diz que nos tempos atuais o rock morreu. Então, vamos achincalhar com a onda generalista....rssss. Desde os 50 o rock ficou associado ao ganguismo. A juventude é ganguista porque esta é uma etapa fundamental na construção da identidade. Rock e ganguismo estabeleceram então uma relação dialética durante quase 50 anos. Seus subgêneros geraram inúmeras gangues de estilos e ideais próprios e conflituosos. Mas, a partir dos 80, com a MTV, o pop e outros gêneros a coisa começou a sair do controle. O rock praticamente deixou de ser um estilo e passou a ser mais um gênero de música jovem. O tal ganguismo e seus gêneros ficaram esparsos e a MTV tratou de criar uma nova geração que gosta de tudo (e que consequentemente consome muito, mas muito mais música e produtos). Chamo isso de onda generalista. Por isso este crescente e já finado dilema sobre a morte do rock. Sim amigos, o rock, enquanto estilo original, morreu! J
Já faz tempo que a onda é gostar um pouco de tudo, já faz tempo que a identidade juvenil é conceito e não mais fato.

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