sábado, 16 de junho de 2007

O caos estável dos mares de alienção pelos quais navego....

Segunda, terça, quarta, quinta....os dias rolam sobre o caos estável. Talvez sempre tivesse sido assim. Em todos os tempos do mundo. As ilhas de consciência são regra.
É claro que falo da metodologia. Mas também do bom senso e da sensibilidade, seja lá o que a subjetividade destas noções significarem. Então as ilhas estão, seja no cinema, naquele café da esquina, na estante, no meio das entrelinhas dos livros da estante. As ilhas estão nom momentos passados e nos que virão, nas ações coletivas de grandes humanos. Estão em alguns teatros, e na dúvida: onde está Antônio Cândido agora:::

Já disse outro dia aqui o quanto me debruço em minha própria falta de lucidez. Mas diariamente também tenho minhas ilhas de consciência, e sei onde elas me levam. É por isso que alguns camaradinhas ainda me respeitam, oh yeah!

Quando não sei como explicar sistematicamente o que está errado, e sei que algo está errado, sinto que é só questão de esforço chegar perto de alguma conclusão palatável a ilha mais próxima. E não tenho preguiça disso não, nunca tive, aliás. O que falta, nestes casos aonde não se chega à conclusão alguma, é capacidade de realizar vontade na hora do insight!

Sim, porque vendo meu tempo e me vendo. Como todos aqueles que trabalham...e sim...porque o suicídio do real é algo que você desenvolve ainda quando criança.

Razoavelmente incompleto, mas muito bem.

domingo, 3 de junho de 2007

Levante-me

Meio sem querer sempre vivi levantes. Foi na imperfeição da superfície de minhas idéias lacunares, ou talvez minha pretensão de estar na ponta da lança de nosso tempo. E assim, quase sem querer, sempre vivi levantes.
Minhas experiências acadêmicas foram levantes. Minhas idéiassão levantes. Meu amor é um levante. Não uso aliança, não sou registrado, minha relação familiar é rasa, meus amigos são independentes, meu carro não está no nome e não tenho nenhuma propriedade. Em resumo, minha vida privada é um levante.
Meus projetos e trabalhos são levantes, são curtos e intensos e quando longos, não se estruturam em nada! Sou, portanto, um pirata.Não tenho bandeira de país, não sou nem brasileiro, nem belga, nem italiano.
Meu passado, salvo raras exceções, é como é toda lembrança, um levante. Nem mesmo eu deixo de ser um levante. Trafego pelas esferas sociais sem medo, sem pudor, passo por estrangeiro de todas elas. O mesmo faço comigo, minhas roupas, meu humor, meu sorriso são levantes, como se fosse eu estrangeiro de mim.
A única coisa que tomo é a força da luta humanista que me movimenta. Nesse enorme tecido que é o humanismo caminho institucionalizado, eu por inteiro.