terça-feira, 10 de junho de 2008

Por um pouquinho mais de teoria e prática

“É preciso correr o mais que se pode para permanecer no mesmo lugar”
Lewis Carrol, Alice Através do Espelho

Quanta coisa vem a cabeça quando penso em meus últimos tempos. Se não em número de experiências, elas vêem em potência modificadora e quanto a isto não há discussão. Para além de novos conceitos, até mesmo os nada científicos, a mim ficou impossível negar que é impossível não internalizá-los de maneira profunda e volátil, como deve ser qualquer certeza.
Entender que a originalidade no amor é busca nada original, mas por outro lado, a mera reprodução instrumental de qualquer manifestação de amor em diferentes relações ou conquistas chega a ser ridícula e desrespeitosa, ou ainda, que a esquerda intelectual tem uma história concisa no século XX, e em tempo, bem conhecê-la é imprescindível à compreensão da própria esquerda, tudo isso, já não me seria mais o suficiente. Tampouco dá pra ficar aqui escrevendo sobre coisas que não entendo, ou sequer tenho eu qualquer propriedade para escrever.
Por tudo, vou eu tentar de forma sintética transmitir a impressão que tive das então múltiplas fontes e dos meus últimos tempos.
Sem essencialismos, entendo que nossos caminhos não devem ser previamente calculados como se fossem metas empresariais de si (ampla divulgação das pilhas de auto-ajuda do empreendedorismo no mundo do você s.a). Não porque, com o tempo, a hipertrofia da razão nos meios nos impede uma reflexão crítica dos fins. Claro que meu conselho parafraseando alguma coisa na Teoria Crítica, além de torto, de nada serve ao mundo atual. Aliás, também não serviria assim, cru, como geralmente são as epifanias blogueanas. Descrevo-lhes portanto.
Não basta dar vazão ao sentir, ao curtir, ao intuir tanto quanto refletimos sobre os próprios caminhos. Os meios precisam ser instáveis para que duvidemos o tempo inteiro das escolhas. E nesses também é preciso deixar escapar certas oportunidades, principalmente as que soam mais prósperas. Na modernidade o prospero é o mais provável sinal de que você está na direção errada e direção é tudo o não se deve errar na modernidade. Eis até minha parva década de exemplo. Alienando, procrastinando, ignorando e até resignando-me da reflexão crítica de meus próprios fins, fiquei assim, perdido e partido aos meios.