segunda-feira, 11 de dezembro de 2006

Nostalgia Mundo Frio

Lembrei de um mundo esquisito, parte ácido e inóspito, parte carente e tenro. Ele está em filmes da Miramax. Está em convenções de trekers e xcers, esta nas prateleiras dos quadrinhos, nos apartamentos do centro, está nos cantos das salas de aula, em alguns sebos e discos de rock. Está nas noites, nas lojas de conveniência, nas camisas de flanela, nos shows raros e nos shows escuros de bairro e faculdades. Está nas bibliotecas, nos RPGs de madrugada, nos todinhos com salsicha. Está nas páginas obscuras da internet e, não raro, por trás dos grandes portais. Está nos filmes de heróis e nos filmes de arte também. Está na linha de certos livros e certamente nas tribos mais radicais.
Todo o resto de mundo não está nele senão dentro de sua própria imaginação. Tal mundo, de tão imaginativo, contém e é composto do conjunto negativo de todos os demais conjuntos. Este mundo que falo, este raro, é praticamente tudo, menos o morno do meio termo e o quente do termo oposto.

A unica forma de saber é sentir o oposto de toda popularidade com iniciação. Os bons, bonitos, digestiveis, modais, agradáveis e aceitáveis fazem as vezes de espelho ao contrário.

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