Bauman está certo, todas as vezes que disse: “que bom fazer parte dessa comunidade!” dava eu o testemunho de que não fazia parte, ou fazia por um tempo. E na medida em que as comunidades precisam ser defendidas para sobreviver, na medida em que dependem de seus membros e suas escolhas individuais, as comunidades de hoje parecem mais projetos do que realidades.
Aliás, a onda comunitarista que assola minha vida hoje é mero reflexo da liquidez de minhas relações...complicou...rsss...então “peraí”!
Friends é um bom exemplo. Nunca havia prestado atenção até ver alunos muito queridos venerando o tal seriado no ano passado. Alunos adolescentes, diga-se. Então comecei a dar atenção ao fenômenozinho indecente.
Hum, deixe me ver... três mulheres e três caras tem uma relação de amizade construída ao longo de uma década. Dividem também os apartamentos avizinhados, tomam café no mesmo bar todos os dias, passam os fins de semana fazendo coisas juntos, geralmente em casa. Todos são brancos, bem apessoados, bem sucedidos. Moram em Nova Yorque. Manhatham, creio. São amigos, fraternos, quase irmãos. Sem intenções sexuais explicitas. Legal, também quero. Óbvio. Quase uma comunidade. Inserção total na sociedade de consumo com amizades intactas. Quem não gostaria...
Não estou criticando a série, eu a considero bem engraçada. Mas está na cara que nutri os sonhos de todos aqueles que fazem faculdade, saem de casa e vão para o mercado de trabalho. O que estou criticando é isso ser apenas sonho. Projeto. Liquido. E quando existe heim, porque a maioria dos potenciais “friends” vivem sozinhos em seus flats na Vila Mariana e nos Jardins.
Engraçado que no final da série a pseudo-comunidade se desfaz. A razão (para justificar a decisão da emissora e dos atores que não agüentavam mais) é que se formam dois núcleos familiares pequeno burgueses, fechados obviamente. Já Phoebe e Joey, sozinhos, tomam seus rumos. A vida leva essa galera “naturalmente” a se separar por causa de seus projetos pessoais.
Por favor, preciso continuar mesmo!....
Estou no penúltima temporada de meu Friends pessoal. Meus amigos dos últimos 10 anos estão tendo filhos e formando seus núcleos fechados. Compram apartamentos, ficam anos fazendo seus mestrados lá longe, se atolam em namoros e trabalhos egoístas, ou abrem mão de tudo e se vão....não é lamento, é exemplo, aprendi nos livros que “tudo que é sólido desmancha no ar”, aliás viva a saudade, viva Vinicius, pena que não tomo Uísque! Hahahaha....
Voltando ao macro e a modernidade liquida continuo dizendo “como é bom fazer parte dessa comunidade” já sabendo que não é tempo de ser tempo disso! Seja por incompetência, seja por birra com a história pessoalmente tenho me recusado ter projeto pessoal... ,)
Aliás, a onda comunitarista que assola minha vida hoje é mero reflexo da liquidez de minhas relações...complicou...rsss...então “peraí”!
Friends é um bom exemplo. Nunca havia prestado atenção até ver alunos muito queridos venerando o tal seriado no ano passado. Alunos adolescentes, diga-se. Então comecei a dar atenção ao fenômenozinho indecente.
Hum, deixe me ver... três mulheres e três caras tem uma relação de amizade construída ao longo de uma década. Dividem também os apartamentos avizinhados, tomam café no mesmo bar todos os dias, passam os fins de semana fazendo coisas juntos, geralmente em casa. Todos são brancos, bem apessoados, bem sucedidos. Moram em Nova Yorque. Manhatham, creio. São amigos, fraternos, quase irmãos. Sem intenções sexuais explicitas. Legal, também quero. Óbvio. Quase uma comunidade. Inserção total na sociedade de consumo com amizades intactas. Quem não gostaria...
Não estou criticando a série, eu a considero bem engraçada. Mas está na cara que nutri os sonhos de todos aqueles que fazem faculdade, saem de casa e vão para o mercado de trabalho. O que estou criticando é isso ser apenas sonho. Projeto. Liquido. E quando existe heim, porque a maioria dos potenciais “friends” vivem sozinhos em seus flats na Vila Mariana e nos Jardins.
Engraçado que no final da série a pseudo-comunidade se desfaz. A razão (para justificar a decisão da emissora e dos atores que não agüentavam mais) é que se formam dois núcleos familiares pequeno burgueses, fechados obviamente. Já Phoebe e Joey, sozinhos, tomam seus rumos. A vida leva essa galera “naturalmente” a se separar por causa de seus projetos pessoais.
Por favor, preciso continuar mesmo!....
Estou no penúltima temporada de meu Friends pessoal. Meus amigos dos últimos 10 anos estão tendo filhos e formando seus núcleos fechados. Compram apartamentos, ficam anos fazendo seus mestrados lá longe, se atolam em namoros e trabalhos egoístas, ou abrem mão de tudo e se vão....não é lamento, é exemplo, aprendi nos livros que “tudo que é sólido desmancha no ar”, aliás viva a saudade, viva Vinicius, pena que não tomo Uísque! Hahahaha....
Voltando ao macro e a modernidade liquida continuo dizendo “como é bom fazer parte dessa comunidade” já sabendo que não é tempo de ser tempo disso! Seja por incompetência, seja por birra com a história pessoalmente tenho me recusado ter projeto pessoal... ,)
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