Nem você com tantos cantos e letras, o amor pode me cantar ou dizer, até Vinícius, de só lamento, em vez de amor, versou-me o vento. E eu, que fui apenas homem até amar, que não carrego voz e beleza como tu, aos meus amores não posso nada senão uma volta de mãos dadas na ponte de uma ilusão qualquer, iludibriante.
Que assim seja !
Leve aquilo que me enseja
Arranca-me de mim
Com tuas canções morenas
Nada resta senão o fim
O interminável fim de minhas certezas
Leva-me tudo,
deixa-me a tua pequena grandeza.
Burguesa, pequena, brasileira.
O resto é besteira,
Tolice, sujeira.
O resto é nosso futuro.
quinta-feira, 19 de outubro de 2006
Poesia para o aniversário de Caetano, 1999
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Um comentário:
Ê! humildade é quase amor, hein!
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