Não se trata de convenções internacionais. Estas são óbvias quanto à devolução do menino ao pai biológico. Não se trata de trauma psicológico, a família (e principalmente a avó) do garoto já havia se mostrado transtornada o suficiente para traumatizá-lo vida afora, como a maioria de nós da classe média/ média alta, herdeiros de brasileiros carcamanos desmiolados. Nem se trata da imprensa americana despeitada, noticiando o drama de um pai com trâmites jurídicos de um país exótico e distante. Tampouco se trata de acordos comercias que estavam a ser liberados pelos EUA. Não se trata de diplomacia. Trata-se dos Lins e Silva da vida. Da republiqueta oligárquica que estes pulhas da elite jurídica não se rogam de reproduzir por aqui. Trata-se da baboseira que se tornam os conceitos franceses, as leis e a republica na maior parte das ex-colônias pobres deste planeta. Trata-se de um mero coronelismo urbano típico de capitalismos periféricos com má distribuição de renda. Trata-se da noção de público desaparecer na cultura (des)política do Brasil. Trata-se de uma vergonha, um crime, trata-se de seqüestro, real e moral, em plena luz do dia em um selvagem paraíso da América do Sul. E seu filho e neto, meu caro leitor, não estará a salvo, porque estes putos ainda têm tanto esperma quanto o capital social e econômico que precisam para continuar a bárbarie Lins e Silva, Cavalcanti, Magalhães, Maluf e etc.
sábado, 26 de dezembro de 2009
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