Em semanas tão intensas não sei como meu desespero arruma tempo confessionário publico-virtual. Mas aqui eu não sei quem é o padre e o padre não sabe quem sou eu. Talvez por isso, faça toda diferença...
_______________________________________________________________
No devaneio do trecho marxista sobre arte, saimos da Bela Vista em direção ao parque. Futebol de terça e livro de sebo achado a dedo, onde Marx falava daquilo que nosso olho não vê, Marx era um grande sociólogo oftalmologista, dos qe curarm cegueiras. Em segundos pulamos para Antonioni, era o filme BlowUP, creio. Gostamos de Antonioni (e esse argumento é dele) porque Antonioni coloca seu filme de verdade entre as frestas dos tolos argumentos dos cotidianos abundantes. Contava-me que, no filme, o personagem principal era um fotografo meio hedonista e foi nessa hora passávamos pelas fontes do Ibirapuera em pleno rush. Num dia de shot casual o fotografo descobre, num canto casual, da foto casual, um possível crime que não tem final e não é casual. Passada então as fontes luminosas, perguntei-lhe se fotografia era reprodução ou representação do real, ponto chave e xeque-mate da conversa. Um pouco antes discutíamos o incomodo em saber da existência de limites mentais, daqueles raros, mas que só não alcançamos pelas escolhas que fizemos... E babem-se reverências aos amigos intelectuais que respeitamos, mas mentalmente não alcançamos. Então, ele respondeu:
- Representação, mas por quê:
- Veja, porque nos permite ver aquilo que o olho não vê, logo, é representação. Essa aí é a do Walter Benjamin.
-Putz, é mesmo.
Chegamos ao futebol. Stop no papo, luxei o dedo anelar da mão esquerda, mas mesmo assim jogamos bem. Coisa casual, futebol hedonista, reprodução pra caramba, mas o filme é de verdade e adoramos o Benjamim...
_______________________________________________________________
No devaneio do trecho marxista sobre arte, saimos da Bela Vista em direção ao parque. Futebol de terça e livro de sebo achado a dedo, onde Marx falava daquilo que nosso olho não vê, Marx era um grande sociólogo oftalmologista, dos qe curarm cegueiras. Em segundos pulamos para Antonioni, era o filme BlowUP, creio. Gostamos de Antonioni (e esse argumento é dele) porque Antonioni coloca seu filme de verdade entre as frestas dos tolos argumentos dos cotidianos abundantes. Contava-me que, no filme, o personagem principal era um fotografo meio hedonista e foi nessa hora passávamos pelas fontes do Ibirapuera em pleno rush. Num dia de shot casual o fotografo descobre, num canto casual, da foto casual, um possível crime que não tem final e não é casual. Passada então as fontes luminosas, perguntei-lhe se fotografia era reprodução ou representação do real, ponto chave e xeque-mate da conversa. Um pouco antes discutíamos o incomodo em saber da existência de limites mentais, daqueles raros, mas que só não alcançamos pelas escolhas que fizemos... E babem-se reverências aos amigos intelectuais que respeitamos, mas mentalmente não alcançamos. Então, ele respondeu:
- Representação, mas por quê:
- Veja, porque nos permite ver aquilo que o olho não vê, logo, é representação. Essa aí é a do Walter Benjamin.
-Putz, é mesmo.
Chegamos ao futebol. Stop no papo, luxei o dedo anelar da mão esquerda, mas mesmo assim jogamos bem. Coisa casual, futebol hedonista, reprodução pra caramba, mas o filme é de verdade e adoramos o Benjamim...
Nenhum comentário:
Postar um comentário