Fui a um casamento lindo neste sábado. Muito bacana. Apesar de estar um pouco distante dos noivos, meu amor por eles é o mesmo daquele primeiro momento em que os amei. Vi tanta gente querida, vários amigos que não via há muito tempo. E o último post se fez valer!
Lá não estava, porém, um amigo antigo, que infelizmente tinha outro compromisso. Deu uma agoniazinha faceira. Lembrei que anos atrás, sentado na beira da praia eu apertei a mão dele e disse:
- Foi um prazer ter te conhecido nesta vida!
Aquele tom de despedida não o agradou em nada, afinal éramos unha e carne havia mais de década. Então ponderou, usou panos quentes, não depositou fé na minha fala, mas mesmo assim caminhamos um ao lado do outro aquela que seria nossa ultima caminhada pela praia juntos.
Com pesar e sabedoria, entendi naquele pôr-do-sol que não conseguiríamos seguir juntos. Escrevendo aqui, lembro-me de um ou outro caso parecido, mas que a imaturidade forçou rupturas abruptas e dramáticas. Coisa que você leitor também já deve ter vivido.
Não importa nosso desejo, nem mesmo aquilo que sentimos. Diante de tempos que trazem tantas facetas a uma mesma vida devemos aceitar que mudamos tanto ou mais que nossas próprias circunstâncias, logo, afinidades vem e vão. A vida não respeita nem mesmo nossas preferências. As pessoas que ficam ao nosso lado não são necessariamente aquelas nas quais apostaríamos a 10 anos atrás.
Passar da metade da vida nos trás a inevitável certeza de que amigos nos escolhem e são escolhidos meio que ao acaso e é esse mesmo acaso que os mantém longe ou perto da gente.
Talvez a gente se conforme em saber que nos encontraremos vez ou outra com a sensação de termos nos visto ontem. Ou ainda, fiquemos com a esperança de que aqueles amigos voltarão ao nosso convívio diário em breve.
Mas não, dificilmente voltarão, e não, não nos vimos ontem. Aliás, estes que estão ai pertinho agora correm um grande risco de serem substituídos por outros ou até mesmo ninguém.
Faz tempo que dizem que é preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã. No lindo casamento de sábado parei pra pensar que, principalmente na metrópole, na verdade não há!
segunda-feira, 30 de abril de 2007
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