segunda-feira, 20 de março de 2006

Poesia ao Fim...

Preencho com grafite o espaço.
Começo pelo fim. O grande drama da vida é que tudo possui um derradeiro começo. O meio das coisas é potencialidade humana, terrena, racionalização de um deus chamado Tempo, nos subjulgamos ao invisível para estendermos a própria encarnação da saudade em um corpo denso que justifique a dor aguda. Não se prolongam os instantes preciosos desta vida. É aqui que mora a veracidade dos sonhos que me findaram o corpo. Sou condenado a viver pela relatividade do ato. A fama me quer ao estrelato, e de linha torno-me linha de fato. Que inveja do horizonte, delata minha insignificância no infinito de sua própria linha e ainda se esconde atras dos montes de minha própria casa.
Tenho saudade de nosso silêncio.


"Não és bom, nem és mau: és triste e humano...
Vives ansiando, em maldições e preces,
Como se a arder no coração tivesses
O tumulto e o clamor de um largo oceano.”
Bilac

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