Democracia é coisa fascinante e imprescindível no mundo moderno. Isonômica e igualitária, complexa, consensual, e no discurso padrão o espaço do confronto, blá, blá, blá, blá, blá! Mas é foda aceitar isso no Brasil. Talvez nossa esquerda sempre tivesse sido insignificante mesmo. Não tivesse força para impor uma educação “desalienante” e uma cultura política consciente depois da ditadura. Ta lá na Constituição. Kassab, ou mesmo Lula lá conseguem interpretar o art.5°?! Noções abrangentes de liberdade, igualdade e direitos. Leis difusas, pouco incisivas, num país de analfabetos funcionais e políticos. Nosso país é arcaico INFORMALMENTE, reconheçamos!
Incerta, a imprescindível orientação para uma educação que politize a “cultura política” do país simplesmente inexiste. O Brasil é um país onde não é preciso (nem se deve) tomar partido. Não é de bom tom. Ninguém toma partido de nada. O Serra não apóia nem o Alkimin, nem o Kassab. O Maluf e a Soninha não apóiam ninguém. O Lula apóia a Marta mais isso não influencia o eleitor, segundo os comentaristas. A política, afinal, não orienta a decisão das pessoas. Daí que se perpetua geração após geração uma imparcialidade utópica, ridícula, cômica. Aqui a imparcialidade é uma religião, é possível defender ricos e pobres ao mesmo tempo sendo absolutamente sincero. Um fenômeno! É preciso parecer de centro para ser levado a sério. Tudo é só questão de administração. Simples assim. Bom senso. Administração para o desenvolvimento. Não é a toa que gente adora um engenheiro. Engenheiros são imparciais, pois tudo é questão de matemática e bom senso. A política não orienta decisões na engenharia.
Daí Partido Político é apenas alegoria. Daí o voto é personalista. Daí ser político no Brasil é solução individual, quase como prestar um concurso. Pergunto, se executivo e legislativo fossem concursados, por quatro anos, o que mudaria? Talvez fosse até melhor. Inventaríamos um novo tipo de estado democrático, mais tecnocrático e eficiente! A “engenheirocracia”.
Nunca mais precisaríamos ler sobre política no jornal, viveríamos, enfim, no êxtase da imparcialidade. Aliás, ler para que?! Tirando os comentaristas que “não refletem a opinião daquele veículo de comunicação”, aqui só dá jornalista robô, a notícia a qualquer custo, a “informação de todos os lados”, imparcial, precisa, o tempo todo. Quer coisa mais imparcial que comentarista político?! ( Ecccaaa!). Até nossos documentários, nosso Joaõzinho filho-de-banqueiro Moreira Salles roga a pecha de imparcial. Até o diretorzinho do Tropa de Elite disse que seu filme era imparcial.
Por isso pessoal, no Rio tanto faz Gabeira ou Paes. A zona sul curte MPB e tava cansada de evangélico corrupto, sinto muito, a elite do Rio não é de esquerda!!! Em São Paulo não ouvimos muita MPB e governar é fazer estradas desde o inicio do século passado. Erundina e Marta foram fenômenos isolados no tempo, e, diga-se de passagem, nunca ganharam em zonas eleitorais onde moram engenheiros. Aqui, é simples assim. Um bando de filhas da puta conservadores absolutamente inimputáveis!
segunda-feira, 27 de outubro de 2008
Kassab e Paes, aparentemente tanto faz
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3 diálogos:
Oi, meu caro! Demora pra atualizar, mas sempre vale a pena. Adorei.
Talita
achei teu blog quando procurava na internet o significado de namoro e me apaixonei pelos teus textos. Inteligência e fluência verbal me dão o maior... big T. hahahhaa.. falando sério, eu adoro escrever também, ando pensando em começar um blog, os amigos dizem que escrevo muito bem, gênero puramente leve e cômico, mas lendo teus textos meu caro, fico até vexada, diminuida, atraída, enfeitiçada..
PÔÔÔÔÔ... escreve mais.. quero me apaixonar no estágio mais crítico e crônico de uma paixão pelos tua produção literária.
P/S: sou solteira e libriana!!! :-)
vixe..erro de protuguês nãããão..
corrigindo: "quero me apaixonar no estágio mais crítico e crônico de uma paixão pelA tua produção literária. "
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