Uma festa do Grand Monde esteve em mim mais do que eu nela. Bobagem dizer-lhes que lá estava a trabalho? Pois digo isto mergulhado no misto de vergonha e desconfiança de minha práxis.
O lugar era grande e escuro como a metropóle. Como nela, a salvação parecia vir de luzes coloridas e efeitos de spotlight. O som caótico das vozes escondia-se no barulho branco da sinfonia de passos e taças.
Pessoas impessoais vagavam no tecido da maioria. Velhos homens acompanhados por primas de luxo, na verdade, acompanhado-as provocavam tormento à memória de qualquer sintoma moralistico. A raspa da raspa de gente do universo das revistas marrons gravitacionando a luz e curiosidade de todos. Um verdadeiro buraco negro às avessas.
Olhos, olhos e mais olhos, por sinal, nenhum olhar. Finos copos carregando pessoas finas. Garçons invisíveis, bandejas voadoras. Seguranças negros, brasileiros e miseráveis disfarçados de guarda real inglesa. Sim senhor, valet na porta dos carros senhores. Exércitos.
O cara importante menos pra si mesmo cruzava os braços e inclinava-se de lado para fazer seu comentário minutico e lacunar, de lado inclinava-se ao desnecessário.
Homens e mulheres solitários com bocas desesperadamente fechadas invejavam os sorrisos de canto das bocas acompanhadas. Corpos dourados, cabelos dourados, mundo dourado. Mundo blasé. Mundo carente. Cães sem dono. Extasiado por fora e apático por dentro.
O show do Who made Who foi bom, aliás, muito bom, pena que ninguém viu, nem eles!
sexta-feira, 6 de julho de 2007
A Festa
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